quinta-feira, 30 de julho de 2015

Física e Química - Vídeo - Densidade

terça-feira, 28 de julho de 2015

Física e Química - Vídeo - Tabela Periódica dos Elementos

domingo, 26 de julho de 2015

Fisica e Química - Vídeo - Organização da Tabela Periódica dos Elementos

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Física e Química - Vídeo - Preparação de uma Solução Aquosa

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Física e Química - Vídeo - Estrutura Atómica da Matéria

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Física e Química - Vídeo - Átomos 2

sábado, 18 de julho de 2015

Física e Química - Vídeo - Átomos

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Habitação "low-cost"

Construir uma casa, mudá-la à medida das necessidades, acrescentar quartos ou eliminá-los, sem necessidade de obras, sem os inconvenientes do tijolo e do betão, sem sujidades e incómodos, respeitando o ambiente e com toda a segurança, a um preço baixo. Um sonho longínquo? Talvez não! As casas acessíveis estão aí e prometem dar resposta a tudo isto.

O desafio da ArcelorMittal, o maior grupo mundial da indústria do aço, foi lançado aos 16 grupos de investigação que constituem a Rede Científica Internacional de Estruturas Metálicas, uma organização que reúne as universidades líderes em investigação nesta área, do Brasil, da China, da Índia, da Polónia, de Portugal, da República Checa, da Roménia e da Suécia. Os investigadores das 16 instituições aceitaram-no e responderam com projectos de fácil implementação no mercado dos respectivos países.

Em Portugal, a tarefa foi entregue a doze investigadores de diversas áreas, da engenharia à arquitectura, liderados pelo professor Luís Simões da Silva, do Instituto para a Sustentabilidade e Inovação em Engenharia Estrutural da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), que apresentaram um novo conceito de habitação construída com recurso a aço leve. A solução desenvolvida assenta na definição de uma configuração de base que permite uma boa organização funcional a partir de um número limitado de formas originais, como no popular jogo de computadores Tetris. A utilização de aço leve, nome popular para a utilização de perfis em aço enformado a frio, permite materializar facilmente uma combinação muito versátil das várias formas originais. "Os objectivos a responder eram a modularidade, a adaptabilidade, a sustentabilidade, o conforto, a segurança das pessoas e a eficiência energética", refere o coordenador do projecto, adiantando que o custo das novas casas "é muito baixo: são cerca de 550 euros por cada metro quadrado construído, o que equivale a uma redução de 28 por cento dos custos de construção".

Simões da Silva frisa também que o projecto da FCTUC responde ao critério da evolução familiar. "É fácil de construir e de desconstruir. À medida que a família aumenta, pode-se sempre acrescentar mais um módulo. Num dia, as pessoas podem reformular a casa e passar de dois quartos para um, ou aumentar um, porque todo o processo é modular e é muito fácil ampliar a casa e mudar a tipologia, sem ter de sair de casa."

"As casas tradicionais perdem muito espaço em áreas não utilizáveis, como é o caso dos corredores. Percebendo o transtorno causado em obras de adaptação, há uma aposta em novos modelos de espaço utilizável e em módulos facilmente desmontáveis e manipuláveis", afirma o docente. Sobre a arquitectura, afiança que se mantém a traça original da casa portuguesa.

Bons isolamentos

Simões da Silva garante também que os testes desenvolvidos às novas construções, "em termos de conforto térmico e isolamento acústico, entre outros, revelaram performances muito melhores do que as da construção convencional". No Verão, estas casas não têm praticamente requisitos de arrefecimento, e, de Inverno, a necessidade de aquecimento é muito inferior à de uma construção comum. Os testes às condições funcionais das habitações evidenciaram ganhos significativos na eficiência energética e no conforto térmico, e as simulações numéricas dinâmicas validaram estes resultados.

A facilidade de transporte e a rapidez de execução da obra são outro lado positivo destas novas casas: "Uma vez construídas, cabem num contentor. Podemos produzi-las em Portugal e construí-las na Austrália com a mesma qualidade de estética e conforto para os utilizadores. São casas que estão imediatamente prontas a habitar e respondem a todas as exigências, incluindo as climatéricas." O conceito é extensível a blocos de apartamentos até quatro andares, respondendo assim a mais de 90 por cento das necessidades do país. A apresentação mundial da solução para blocos de apartamentos será feita em Setembro, em Istambul (Turquia).

Luís Simões da Silva explica que, para a casa ser viável em qualquer região do país e obedecer às regras de construção em vigor, foi projectada para a pior região sísmica, o Algarve, para ter neve correspondente à zona da Serra da Estrela e vento correspondente à zona costeira. Quer isto dizer que, com sol ou com neve, com vento ou com chuva, nada prejudica estas casas, que deixam ainda de ter, quando devidamente montadas, os inconvenientes da construção tradicional, incluindo o que se refere a infiltrações de água, humidades, bolores, etc.

Por outro lado, os perfis em aço leve são extremamente resistentes, o que se traduz em construções mais ligeiras e com menores emissões de dióxido de carbono (cerca de um terço quando comparadas com soluções arquitectónica e funcionalmente equivalentes com recurso à construção tradicional). Assim, a solução desenvolvida vai também ao encontro de lógicas mais amigas do ambiente, já que, "pela sua natureza construtiva, foi uma preocupação inicial a possibilidade de reciclagem e de reutilização exaustiva das matérias-primas usadas". "Ao optar por uma estrutura de utilização de aço intensiva, é possível ter o mesmo grau de isolamento térmico com paredes mais finas, ou seja, numa mesma área de construção, temos mais espaço útil, sem aumentar os custos", explica o investigador.

Talvez, afinal de contas, a tal casa de sonho esteja prestes a chegar a uma grande superfície perto de si. Sim, porque estas serão casas de comprar e montar. Fique atento!

M.M.

Torre transportável representa Portugal na Expo Xangai 2010

A presença portuguesa na Exposição Mundial de Xangai, a maior de sempre desde 1865, tem um segundo espaço, para além do pavilhão nacional forrado a cortiça. É a Torre Turística Transportável (TTT), um projecto com tecnologia e desenvolvimento cem por cento portugueses.

Com nove metros de altura, três de largura e outros tantos de profundidade, a TTT, que se integra no tema da Expo Xangai 2010, Melhor Cidade, Vida Melhor, possui três pisos na sua posição vertical. Funcionando como espaço autónomo, divide-se em cozinha e espaço de refeições, zona de estar e escritório, quarto, varanda exterior e duas instalações sanitárias.

O projecto português é potencialmente auto-suficiente e, dado o reduzido impacto construtivo, vocaciona-se para o turismo de Natureza, podendo ser incluído em cenários naturais e ambientes diversos onde não haja infraestruturas, como é o caso de praias, florestas ou campos.

A torre pode ainda ser colocada na posição horizontal, como é transportada, dando resposta simultânea ao mercado residencial, incluindo em contexto urbano.

A TTT foi concebida pelo arquitecto José Pequeno, com o apoio da empresa DST (Domingos da Silva Teixeira) e da Universidade do Minho, e assume-se como um projecto multifuncional de arquitectura sustentável que privilegia simultaneamente a evolutividade urbana, a modularidade, a integração ambiental e a mobilidade turística.

Além de poder ser visitado, este segundo pavilhão português em Xanghai pode ser visto a partir de um ecrã instalado no pavilhão de Portugal. Existe ainda uma réplica à escala 1:3 na Área de Boas Práticas Urbanas, um espaço da exposição reservado aos melhores exemplo no âmbito da arquitectura sustentável e das soluções urbanas.

José Teixeira, CEO do grupo DST, que pretende iniciar a produção em série da TTT já em 2011, explica que este projecto vai estar patente diante de cerca de 70 milhões de pessoas, pelo que "a empresa está bastante confiante de que irão surgir novas oportunidades de negócio para um produto industrializado e pré-fabricado que representa um novo conceito turístico e habitacional".

Definida como tendo "design minimal e forte imagem expressiva, audaz ao nível da solução estrutural", a TTT combina iluminação natural e potencial energético, tendo também sido estudada para evitar dissonâncias com o ambiente, optimizar os processos de construção, reduzir os resíduos resultantes e diminuir os consumos energéticos do edifício.

super interessante 148 

terça-feira, 7 de julho de 2015

Encontrada amostra de plutónio usada em bombas do Projecto Manhattan

Investigadores norte-americanos anunciaram ter encontrado, num depósito de lixos radioactivos, aquela que é a mais antiga amostra de plutónio produzido num reactor nuclear com vista ao fabrico de armas nucleares. A amostra, contida numa vulgar garrafa de vidro, constitui uma “relíquia” do Projecto Manhattan, desenvolvido durante a II Guerra Mundial e que culminou nos bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki.

Segundo a BBC online, a garrafa foi encontrada em Dezembro de 2004 por pessoal responsável pela limpeza de um aterro em Hanford, no estado de Washington (Costa Oeste), onde funcionou aquela que foi a primeira unidade mundial de produção de plutónio, a partir do reprocessamento de combustível usado em centrais nucleares.

A garrafa, que estava dentro de um cofre enterrado no local, continha um “líquido pastoso branco” e análises posteriores vieram confirmar que se tratava de plutónio processado naquela unidade em 1944, a partir de urânio usado num reactor experimental no Tennessee, em funcionamento desde o ano anterior, ao abrigo do Projecto Manhattan.

Segundo os investigadores, parte deste plutónio foi usada no Trinity, o primeiro ensaio de uma arma nuclear, realizado a 16 de Junho de 1945, e na bomba atómica largada sobre a cidade japonesa de Nagasaki, dois meses depois.

Os investigadores afirmam que mais do que o valor histórico do achado, a “arqueologia nuclear” que lhes permitiu identificar esta amostra será útil no avanço das técnicas forenses usadas para localizar a origem de materiais nucleares que sejam desviados.



Público

domingo, 5 de julho de 2015

Leitor de MP3 para surdos

Um designer sul-coreano desenvolveu um gadget que vai permitir aos deficientes auditivos ouvir música, anunciou o site brasileiro 'Globo'.

Este leitor de MP3 chama-se 'Sounzzz' e transforma o som numa combinação de vibrações e luzes que vão permitir ao seu utilizador ter a sensação de que está a ouvir música.

Poderá, também, ser ligado a um computador portátil, tornando possível sentir os efeitos sonoros do filme.

O aparelho assemelha-se a uma almofada e para o utilizar basta encostá-lo ao corpo. A partir daí, as vibrações vão-se espalhar e a música vai-se produzir conforme os intervalos, cadência e ritmo que contém.

Ainda não há data para a sua comercialização.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Só tem um átomo de espessura, é quase transparente... é o grafeno e valeu um Nobel

Imaginemos o traço deixado por um lápis numa folha de papel. Se lhe passarmos a mão por cima, facilmente se esborrata. Acabámos de espalhar no papel várias camadas de grafite, a forma de carbono de que são feitos os vulgares bicos dos lápis. Mas se continuássemos a esborratar o traço a lápis, talvez acabássemos por ter uma única camada de átomos e, então, estaríamos na presença de uma nova forma de carbono — o grafeno.

Andre Geim, de 51 anos, e Konstantin Novoselov, de 36, foram premiados por libertarem da natureza uma forma de carbono nova (DR)

Foi mais ou menos isto que fizeram dois cientistas, nascidos na Rússia mas a trabalhar no Reino Unido, na Universidade de Manchester, e que resultou na descoberta do grafeno. Até 2004, não passava de uma hipótese, com décadas de especulação. Nesse ano, em Outubro, Andre Geim e Konstantin Novoselov publicaram na revista Science o artigo em que anunciaram a existência real do grafeno e lançaram o entusiasmo na comunidade científica mundial, devido a uma variedade de possíveis aplicações, desde a criação de novos materiais até ao fabrico de electrónica inovadora.

Só que, em vez de espalharem o traço a lápis, Geim e Novoselov utilizaram uma fita adesiva para retirar pequenos fragmentos de um grande pedaço de grafite. No início, os fragmentos retirados tinham muitas camadas de grafite, mas à medida que repetiam o processo, iam-se tornando cada vez mais fininhos. Era a altura de procurar esses fragmentos de grafeno entre as camadas de grafite extraídas.

Tiveram ainda de encontrar uma maneira para que o grafeno saísse do seu anonimato, camuflado entre a grafite, e se desse a ver no microscópio. E o que surgiu foi um material bidimensional (com comprimento e largura apenas, pelo que é plano), quase transparente e que existe à temperatura ambiente.

Esta forma plana de carbono, com a espessura de um único átomo, apresenta-se com o padrão básico do favo de mel, pelo que é ainda composta por seis átomos de carbono ligados entre si. E esses seis átomos ligam-se a outros e a outros, formando uma rede de milhões e milhões de átomos do material que é o grafeno.

Hoje, esta descoberta valeu a Geim, de 51 anos, naturalizado holandês, e Novoselov, de apenas 36 e nacionalidade russa e britânica, o Nobel da Física, no valor de dez milhões de coroas suecas (um milhão de euros). No seu comunicado, a Real Academia das Ciências Sueca justifica a atribuição aos dois físicos “pelas experiências pioneiras sobre o material bidimensional grafeno”.

Aprisionado dentro da grafite, o grafeno só estava à espera de ser libertado, sublinha a informação divulgada pela academia sueca. “Ninguém pensava que tal fosse realmente possível”, lê-se. Muitos cientistas consideravam impossível isolar materiais tão finos, que ficariam instáveis, por exemplo enrolar-se-iam à temperatura ambiente ou desapareceriam.

O novo material libertado não é só o mais fino de todos, é também o melhor condutor de calor. E como condutor de electricidade, é tão bom como o cobre: se for misturado com plástico, pode resistir mais ao calor e ser robusto do ponto de vista mecânico. Também é leve e elástico, podendo ser esticado até 20 por cento do seu tamanho original.

Por todas as suas características, pensa-se que pode vir a permitir o fabrico de novos transístores, mais rápidos do que os actuais de silício, que resultarão em computadores mais eficientes. Ou em novos super-materiais, que os futuros satélites, aviões ou carros incorporarão. Ou em novos ecrãs de cristais líquidos tácteis.

“Estou em estado de choque”, reagiu Novoselov, após um silêncio. “É uma loucura.” Também Geim foi apanhado de surpresa: respondia a e-mails e lia papeladas quando o telefone tocou. “Estou bem, dormi bem, não esperava o Nobel este ano”, declarou depois. “Os meus planos para hoje? Voltar ao trabalho”, garantiu Geim, citado pela AFP. “Há duas categorias de laureados dos Nobel: aqueles que deixam de fazer o que quer que seja até ao fim da vida, o que é um mau serviço à comunidade. E aqueles que pensam que as outras pessoas vão pensar que ganharam por acaso e começam a trabalhar ainda mais.”

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os hologramas em tempo real já chegaram

Os hologramas em tempo real chegaram e fizeram a capa da revista Nature desta semana. Uma equipa do Arizona produziu imagens em 3D a formarem-se em tempo real que podem ser observadas sem qualquer tipo de óculos com a ajuda de um ecrã.

“Digamos que eu quero dar uma palestra em Nova Iorque. Tudo o que preciso é um conjunto de câmaras aqui no meu escritório em Tucson [no Arizona] e uma ligação de internet rápida”, explicou por comunicado o professor Nasser Peyghambarian, líder da equipa. “No outro terminal, em Nova Iorque, haveria uma mostra 3D onde se usava o sistema de laser. À medida que os sinais de imagens são transmitidos, os lasers inscrevem-se no ecrã e transformam-se numa projecção a três dimensões de mim a falar”, acrescentou.

O protótipo utiliza um ecrã de dez polegadas feito de um material novo, um polímero capaz de recriar o processo pelo qual nós observamos naturalmente a três dimensões as imagens que vemos.

Com esta tecnologia, as imagens são gravadas num local com várias câmaras e a informação é codificada em pulsos de raio laser a uma grande velocidade. Estes raios laser interferem com outros raios que servem como referência base. É o padrão desta interacção que é inscrito no ecrã. Cada laser grava um “hogel” – um pixel holográfico que tem três dimensões.

“No coração do sistema está um ecrã capaz de actualizar o holograma a cada dois segundos, tornando-o no primeiro sistema a alcançar uma velocidade que pode ser descrita como sendo quase a tempo real”, disse Pierre-Alexandre Blancem professor na Universidade do Arizona, primeiro autor do artigo da Nature.

Uma das grandes novidades que este objecto traz é a capacidade da paralaxe. Quando se olha para o ecrã, ao mover-se a cabeça para a esquerda e para a direita, ou para cima e para baixo, vemos diferentes perspectivas do objecto.

A técnica vai ser aperfeiçoada para se tornar mais rápida e com várias cores, mas os autores já adivinham a utilização da tecnologia no entretenimento, na publicidade, na produção de mapas 3D que se actualizam e na telemedicina. “Cirurgiões em diferentes locais do mundo podem observar em 3D, em tempo real, e participarem nos procedimentos cirúrgicos”, defendem os cientistas.


Público
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