sexta-feira, 28 de agosto de 2015

NASA capta imagens raras de erupção solar

A filme da agência espacial norte-americana mostra uma erupção do Sol, ao longo de cerca de 30 horas, entre 26 e 27 de Setembro. A NASA divulgou imagens raras de uma erupção solar. O fenómeno aconteceu na última semana de Setembro e provocou uma nuvem de gás, que ficou suspensa na atmosfera do Sol por forças magnéticas.




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Moléculas orgânicas em planeta extra-solar


Os cientistas da NASA descobriram moléculas orgânicas essenciais à vida no segundo planeta quente e gasoso fora do sistema solar. O planeta, denominado HD 209458b, é maior do que Júpiter e orbita uma estrela semelhante ao Sol, a 150 anos-luz de distância da Terra, na constelação Pégaso. Apesar de não ser habitável, a existência destes elementos orgânicos podem indicar presença de vida.

'Este é o segundo planeta fora do nosso sistema solar onde foram descobertos água, metano e dióxido de carbono, potencialmente importantes para os processos biológicos em planetas habitáveis', referiu o investigador Mark Swain, do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA. 'Detectar compostos orgânicos em dois exoplanetas leva-nos à ideia de que será possível encontrar planetas com moléculas que podem estar intimamente associadas à vida', referiu.

A descoberta só foi possível graças aos telescópios espaciais Hubble e Spitzer, que estudaram o exoplaneta HD 209458b através da técnica de espectroscopia, em que a luz recebida de um objecto é alterada pela presença dos elementos químicos presentes no planeta. Detectadas pela câmara de infravermelhos e pelo espectrómetro do telescópio Hubble, as moléculas foram posteriormente quantificadas pelos sensores do Spitzer.

'A abundância de metano encontrada poderá ser um indicador de que existe algo de especial sobre a formação deste planeta', concluiu Mark Swain.

APONTAMENTOS

OUTRO PLANETA

Esta descoberta procede outra ocorrida em Dezembro de 2008 que detectou a existência de dióxido de carbono noutro planeta, o HD 189733b.

COMPARAR

Os astrónomos vão desenvolver um processo de comparação das atmosferas dos dois planetas, tendo em conta as diferenças e as similaridades.

METANO

As quantidades de água e dióxido de carbono são similares em ambos os planetas mas o HD 209458b apresenta uma quantidade elevada de metano.

DISCURSO DIRECTO

'TRATA-SE DE MAIS UM PASSO NA BUSCA DA VIDA': Filipe Duarte Santos, Professor de Física da Univ. de Lisboa sobre a descoberta de moléculas orgânicas em exoplaneta

Correio da Manhã – Qual a importância da descoberta de moléculas orgânicas num planeta fora do Sistema Solar?

Filipe Duarte Santos – Há muitos anos foram identificados compostos de moléculas orgânicas no espaço entre as estrelas. Relativamente a um planeta extra-solar seria interessante a descoberta de ozono, juntamente com oxigénio molecular e água. Isso dar-nos-ia a esperança de que poderia existir ou vir a existir vida. Mas actualmente não há condições para obter essas informações.

– Porquê?

– Devido à dimensão de um planeta que está a cem ou mais anos-luz de distância. A luz tem uma velocidade de 300 mil quilómetros por segundo. É extremamente difícil ter o espectro, isto é, radiação electromagnética emitida pelo planeta.

– Que implicações poderá ter esta descoberta?

– Trata-se de mais um passo na busca de vida fora do sistema solar. Seria muito interessante se obtivéssemos a indicação da existência de vida fora do sistema solar. Aliás, é um dos objectivos deste esforço de identificação de planetas extra-solares.

– O facto de terem sido detectadas moléculas orgânicas poderá provar a existência de vida fora do planeta Terra?

– Não. Isso não significa que exista vida nesse planeta. São moléculas que se formam, mas que não testemunham a existência de vida.

– É provável que se venha a descobrir outros planetas com este composto orgânico?

– O que se está a procurar observar são planetas rochosos, com a dimensão da Terra. São, portanto, planetas pequenos, com uma densidade elevada e muito difíceis de observar. Há programas espaciais dirigidos para os encontrar. Mas é um caminho longo porque ainda não temos meios, nem tecnologia. Porém, no futuro, é possível que se descubra.

Joana Nogueira

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Galileu abriu a janela do Universo


De cada vez que um novo instrumento nos permite ver mais longe, ou nos abre novas janelas para mundos que antes eram invisíveis, aprendemos mais sobre a Natureza e sobre nós mesmos. Foi o que aconteceu há precisamente 400 anos, quando o italiano Galileu Galilei apontou o seu telescópio para os céus, mudando definitivamente a nossa concepção dos astros e, mais importante, o nosso lugar no Universo.

Galileu não inventou o telescópio. A descoberta é atribuída ao holandês Hans Lippershey, em 1608. Mas aperfeiçoou-o, aumentando a sua potência, e deu-lhe uma utilidade até aí esquecida: a observação nocturna do céu.

Descritas num livro, publicado em 1610, ‘Sidereus Nuncius’ (Mensageiro das Estrelas), essas observações feitas por Galileu incluíram a constatação de que havia irregularidades no relevo lunar, derrubando a ideia aristotélica de que os corpos celestes tinham superfícies perfeitamente esféricas, e o facto de Júpiter ter satélites pôs em dúvida a noção de que tudo que existia no céu deveria girar em torno da Terra. Observou ainda manchas no Sol e quatro satélites em volta de Júpiter. As suas descobertas tiraram a importância do Homem como centro do Universo, maculando a perfeição dos céus.



GALILEU GALILEI
Astrónomo, filósofo, matemático e físico, Galileu, pela sua maneira de ver a ciência e pelos trabalhos apresentados, é considerado o primeiro "cientista moderno". Só que as suas ideias estavam em contradição directa com a visão da Igreja Católica e isso foi-lhe fatal.

Infelizmente, o que Galileu tinha de génio faltava-lhe em diplomacia. Insistindo, acabou por ser condenado a abjurar a doutrina copernicana e a passar o resto de seus dias em prisão domiciliária. A sua história mostra quanto a coragem intelectual de alguns muda o destino de muitos. Ao criticar abertamente a física aristotélica e o sistema geocêntrico de Ptolomeu, o sábio italiano acabou por receber a sua primeira advertência formal da Inquisição, que condenava as teorias sobre o movimento da Terra e proibia o ensino do sistema heliocêntrico.

A luneta utilizada por Galileu está exposta no Museu de História da Ciência de Florença, na Itália.

Provavelmente, Galileu foi o primeiro a inventar um instrumento científico capaz de medir temperatura, em 1592.

Já cego, Galileu faleceu com quase 78 anos, em 6 de Janeiro de 1642.

Cientistas da NASA encontraram o aminoácido glicina, fundamental na formação de proteínas por seres vivos, em amostras do cometa Wild 2, trazidas para a Terra pela sonda ‘Stardust’. Esta é a primeira vez que se encontra um aminoácido neste tipo de corpo celeste. As proteínas são formadas por combinações de aminoácidos e, por sua vez, são usadas na formação de várias estruturas dos organismos vivos, de cabelos a enzimas.

Em Janeiro de 2004, a nave atravessou a densa camada de gases e poeira que cercam o núcleo gelado do Wild 2. O trabalho não foi fácil. Basta lembrar que a sonda ‘Stardust’ trouxe as amostras da poeira deixada pelo cometa em 2006. E somente agora os cientistas demonstraram com uma margem de erro mínima, que a glicina, de facto, veio do cometa. A glicina foi identificada logo no início dos estudos das partículas do cometa Wild 2, mas a sua quantidade era muito pequena.



Mário Gil

sábado, 22 de agosto de 2015

Viagem a Marte só em 39 dias

Uma missão tripulada a Marte é um desafio avassalador que se situa quase no limite das capacidades tecnológicas actuais.

Utilizando os foguetes químicos tradicionais, uma eventual viagem até Marte leva cerca de seis meses, na melhor das hipóteses, o que no total de ida e volta se traduz em dois anos, a maior parte do tempo reservada para esperar por um alinhamento planetário correcto para regressar.

E para que seres humanos viajem com segurança a Marte, e mais além, será importante fazê-la o mais rapidamente possível, reduzindo assim a exposição da tripulação à imponderabilidade e à radiação espacial (o factor mais limitante, para além do económico).

A solução, depois de cinquenta anos a utilizar comburentes químicos, parece estar num motor a plasma desenvolvido pela empresa Ad Astra Rocket, da Costa Rica, que promete uma viagem rápida a Marte em apenas 39 dias.

A empresa conseguiu já um contrato com a NASA para testar o propulsor de 200 kW VASIMR engine na Estação Espacial Internacional (ISS) em 2013.

Os testes na ISS levam impulsos periódicos à estação espacial, que perde gradualmente altitude devido ao arrasto atmosférico (atrito com o ar). Actualmente, os impulsos são realizados por uma nave com motores convencionais, que consomem 7,5 toneladas de combustível por ano. O motor VASIMR proporcionará à NASA uma economia de milhões de euros: necessitará apenas de 0,3 toneladas de árgon.

Os foguetes actuais queimam o combustível e os gases são expelidos para trás em grandes quantidades. Isto provoca uma aceleração muito forte, mas em poucos minutos são consumidas toneladas de combustível. No entanto, o motor de plasma tem uma aceleração muito pequena, a ponto de o tornar inútil para descolar de um planeta. Ao contrário, é ideal para uma viagem interplanetária, a partir da órbita de um corpo celeste e onde já não exista fricção atmosférica.

PRÓXIMOS LANÇAMENTOS

- JUNO País: EUALançamento: Julho 2010-Objectivo: Orbitador polarde Júpiter

-VENUS CLIMATEORBITER – PLANET CPaís: JapãoLançamento: Maio 2010Objectivo: Orbitador de Vénus

-MARS SCIENCE LABORATORYPaís: EUALançamento: 2011Objectivo: Robô laboratório marciano

-PHOBOS-GRUNTPaís: RússiaLançamento: Novembro 2011Objectivo: Aterragem e recolha de amostras da lua Fobos de Marte

-YINGHUO-1País: ChinaLançamento: Novembro 2011Objectivo: Orbitador marciano

-BEPICOMBOPaís: Europa/JapãoLançamento: Setembro 2012Objectivo: Orbitador duplode Mercúrio

-MAVENPaís: EUALançamento: Dezembro 2013Objectivo: Orbitador marciano

-SOLAR ORBITERPaís: EuropaLançamento: 2015Objectivo: Orbitador solar

NASA DEVE DEIXAR A LUA

Um painel especial independente, nomeado pelo presidente norte-americano, Barack Obama, para examinar o programa de exploração espacial tripulado, afirmou que o plano da NASA para revisitar a Lua é uma missão errada com o foguetão errado.

No relatório, o presidente da comissão, Norman Augustine, antigo patrão do grupo Lockheed Martin, sustenta que faz mais sentido para a NASA considerar aterrar num asteróide ou numa das duas luas de Marte.

DATAS DA CIÊNCIA

1984. 26 Outubro

Uma recém-nascida americana, Baby Fae, recebeu um transplante de coração de um babuíno. Faleceu três semanas depois, e este caso desencadeou problemas éticos que ainda hoje são discutidos.

1937. 27 Outubro

O físico e inventor norte--americano Chester Carlson apresenta a patente correspondente ao seu invento, o chamado processo Xerox, que permitiu a fabricação de copiadoras a seco por um processo electrostático traduzido em aplicações que vão desde cópias de escritório a reprodução de livros.

1925. 30 Outubro

John Baird, engenheiro escocês, consegue a primeira transmissão televisiva de um objecto em movimento. O seu sistema de 240 linhas de varrimento mecânico foi adoptado de modo experimental pela BBC até ser substituído pelo sistema de 405 linhas da Marconi.

CM RESPONDE: Radicais livres

O que são e como podem ser evitados?: Jorge Alves, Castelo Branco

Os radicais livres são moléculas libertadas pelo metabolismo do corpo com electrões altamente instáveis que podem causar doenças degenerativas de envelhecimento e morte celular. Em geral, os radicais livres combinam-se com outras moléculas e são aniquilados em milésimos de segundo. O problema é quando há um aumento da produção que não é absorvido pelo organismo. Para inibir a superprodução, o ser humano conta com a ajuda da enzima superóxido dismutase, produzida pelo organismo. Com o passar dos anos, o corpo diminui a produção dessa enzima e os radicais livres atacam as células.

MARTE UM POUCO MAIS ACESSÍVEL

Passados 50 anos sobre o início da conquista espacial, continuamos a utilizar a mesma tecnologia nos foguetes. Começa-se, a dar tímidos passos noutras direcções. É o caso do motor VASIMR, que promete reduzir o tempo de uma viagem tripulada a Marte.

VASIMR
(Motor de Magnetoplasma de Impulso Específico Variável)
O sistema VASIMR é um sistema de propulsão a plasma composto por três células magnéticas. A “fonte de plasma” é constituída pela injecção de gás neutro (hidrogénio ou outros gases leves) para ser convertido em plasma. O “sobrealimentador de RF” utiliza ondas electromagnéticas como um amplificador para energizar ainda mais o plasma e alcançar a energia desejada. O “bocal magnético” converte finalmente a energia
do plasma num impulso útil.

PARTÍCULAS DE PRATA EM PAINÉIS SOLARES

As nanopartículas de prata podem desempenhar um novo e revolucionário papel na utilização da energia solar. Investigadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, estão a experimentar polímeros semicondutores que incluem pequenos fragmentos de prata capazes de absorver a energia do Sol e gerar electricidade de um modo mais eficiente e económico do que nas tradicionais células solares ou painéis fotovoltaicos, o que equivale a um aumento de quase 12% na geração eléctrica.

Segundo explicam os especialistas, a adição de nanopartículas de prata permitirá que os polímeros semicondutores capturem uma ampla gama de comprimentos de onda da luz solar que, de outra maneira, não se aproveitam. Ao mesmo tempo, a introdução da prata aumenta a corrente de saída.

Para chegar aos resultados que permitem comprovar a efectividade das nanopartículas de prata, os cientistas mediram a quantidade de luz absorvida e a densidade de corrente, ou seja, a quantidade de corrente eléctrica gerada por centímetro quadrado, num polímero experimental de células solares com e sem nanopartículas.

BATERIAS NUCLEARES SUPERAM LÍTIO

O professor Jae Kwon, da Universidade de Missouri, nos EUA, está a desenvolver baterias nucleares, pequenos dispositivos que, segundo o pesquisador, serão menores, mais leves, seguros e mais eficientes do que as baterias de lítio.

O protótipo da bateria nuclear tem o tamanho de uma moeda. A inovação não está apenas na miniaturização desse pequeno gerador nuclear, mas também no seu semicondutor. A bateria nuclear portátil usa um semicondutor líquido, quando o normal das fontes nucleares é utilizar sólidos.

MECANISMO POUCO COMUM DE TERRAMOTO

Usando GPS e dados de radar de movimentos de solo, cientistas da Universidade de Pequim analisaram como o terramoto de 2008, responsável pela morte de mais de 80 mil pessoas, se propagou numa zona de falhas geológicas, paralelas, que se estendem por cerca de 3200 quilómetros.

Normalmente as barreiras impedem a propagação de um terramoto de um segmento a outro. Porém, o de 2008 foi tão poderoso que as barreiras colapsaram em dominó.

NOTAS

FLORESTA: DESTRUIÇÃO

O ritmo de destruição das florestas mundiais equivale actualmente a 36 campos de futebol por minuto, ou seja, 13 milhões de hectares por ano

FOCAS: BIGODE E ARQUIVO

Os bigodes das focas, como o cabelohumano, são feitos de queratina, mas na foca pode ser um arquivo de informação sobre os hábitos de busca de alimento

DROSÓFILAS: MEMÓRIA

Para compreender de que maneira o cérebro aprende, biólogos inscreveram lembranças, através de um raio de luz, nas células cerebrais de uma mosca da fruta

COLIBRI: OVOS LEVES

0,25 gramas pesa o mais pequeno ovode ave, que é o do colibri. Só 240, com menos de um centímetro, igualam o peso do ovo de uma galinha

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Microscópio vai detectar ET

O microscópio, instrumento óptico que revolucionou o estudo das formas de vida terrestre, parece estar destinado a voos bem mais distantes: o estudo de formas de vida extraterrestres. Na realidade, dois cientistas da Universidade do Canadá desenvolveram um robusto e simples instrumento que poderá procurar seres alienígenas mesmo em locais de difícil acesso, como, por exemplo, os oceanos situados sob o gelo da superfície de Europa, uma das luas de Júpiter, a prioridade da NASA nesse campo.

A ideia é que uma sonda pouse no satélite e escave um buraco na sua superfície gelada até atingir o mar interior que se acredita existir sob a capa de gelo. Então, um pequeno submarino, talvez similar aos empregados na exploração de petróleo, submergiria nesse mar interior à procura de eventuais formas de vida.

Há uma certa expectativa de que o "mar interior" de Europa possa abrigar seres vivos, pois ali há água em estado líquido, calor proveniente do núcleo da lua e possivelmente fontes de alimento no fundo rochoso do oceano fechado. Essas formas de vida seriam, talvez, similares (na sua ecologia, mas possivelmente não na sua morfologia) às formas de vida encontradas no fundo de alguns oceanos terrestres, próximas de fontes hidrotermais que expelem substâncias químicas dissolvidas e que são reaproveitadas por essas formas de vida.

Baptizado como Digital Inline Holographic Microscope (DIHM), este instrumento poderá modificar radicalmente a procura de formas de vida extraterrestre que, até agora, tem sido realizada mediante a detecção de moléculas relacionadas com organismos vivos. Com o DIHM seria a observação de imagens directas, mesmo debaixo de água, que forneceria respostas mais conclusivas – se as referidas formas de vida existem ou não.

Lasers, hologramas e câmara digital são alguns dos seus componentes, permitindo gravar imagens até cem nanómetros (milionésimos de milímetro) de largura.

NÃO SE PODE EXCLUIR A EVOLUÇÃO DE OUTROS TIPOS DE VIDA

Tradicionalmente, a busca por planetas que possam sustentar vida tem-se concentrado na chamada ‘zona habitável’,"a região em torno de uma estrela em que planetas semelhantes à Terra, com dióxido de carbono, vapor de água e atmosfera de azoto poderiam manter a água na sua superfície".

Mas está na hora de fazer uma mudança radical na nossa mentalidade geocêntrica actual para a vida tal como a conhecemos na Terra, advertem alguns cientistas. Mesmo que este seja o único tipo de vida que conhecemos, não se pode excluir que outras formas de vida tenham evoluído em algum outro lugar sem se basear na água nem de carbono ou oxigénio.

PORMENORES

SATÉLITE GALILEANO

Europa, descoberto por Galileu Galilei em 1610, é o sexto dos satélites conhecidos de Júpiter e o quarto maior (ligeiramente mais pequeno do que a Lua).

CAMADA DE GELO

Europa e Io (outra das luas de Júpiter) são semelhantes na sua composição com os planetas terrestres: principalmente constituídos por rocha de silicatos. Mas Europa tem uma fina camada exterior de gelo.

OCEANOS TURBULENTOS

Presos sob o gelo, os oceanos escondidos de Europa podem ser turbulentos ao invés de plácidos, segundo novo estudo. Tal agitação oceânica traduz-se num maior potencial para a existência de vida.

IMAGENS HOLOGRÁFICAS POR LASER

O DIHM é formado por um par de compartimentos herméticos, separados por uma câmara através da qual pode fluir a água. Um dos compartimentos contém um laser azul que é focado sobre uma ínfima janela orientada até à água. Quando o laser incide na janela, gera-se uma onda de luz esférica que entra na água. Se essa onda encontrar no líquido algum objecto microscópico, produz-se uma difracção. A onda e o padrão de difracção traduzem-se num holograma que reflecte o que estiver frente ao aparelho.

DATAS DA CIÊNCIA

1911. 14 Novembro

Roald Amundsen é o primeiro homem a alcançar o Pólo Sul. Em 1910, este explorador norueguês partiu da baía de Gales, a bordo do navio ‘Fram’, em direcção à Antárctida. Depois de abrir uma rota desconhecida, alcançou o objectivo, um mês antes do seu rival, Robert Scott.

1965. 16 Novembro

É lançada a sonda soviética Venera 3, que alcançou Vénus a 16 de Fevereiro de 1966, mantendo contínuo contacto radiofónico com a Terra. Tornou-se o primeiro objecto terrestre a pousar noutro planeta, embora este pouso não tenha sido controlado.

1962. 18 Novembro

Morre o físico dinamarquês Niels Bohr que aplicou com sucesso a Teoria do Quantum ao modelo de átomo de Ernest Rutherford para produzir um modelo conhecido como o átomo de Bohr. Pelas suas investigações, ganhou, em 1922, o Nobel da Física.

CM RESPONDE

Sol da meia-noite

O que é sol da meia-noite?, Ricardo Vieira, Almancil

O sol da meia-noite é um fenómeno que ocorre nas proximidades dos pólos, em latitudes para além dos círculos polar árctico e antárctico, quando o Sol não se põe durante pelo menos 24 horas. Isso acontece porque a inclinação do eixo da Terra em relação ao plano da sua órbita faz com que o Sol incida quase perpendicularmente sobre os pólos, em posição que se alterna de seis em meses. Nos pólos propriamente ditos, tanto o dia solar como a noite, duram teoricamente um semestre, porque os períodos de efeitos de luz e escuridão são modificados também pelas auroras boreais.

À PROCURA DE VIDA EXTRATERRESTRE

O DIHM é um dispositivo simples e veloz, que proporciona máxima informação e imagens de alta resolução. Dada a capacidade demonstrada, esta tecnologia poderia servir para fabricar instrumentos muito leves e robustos, que se adaptariam facilmente a estudos de formas de vida.

Europa

Diâmetro 3122 km

Raio orbital 671 034 km

Período orbital 3,55 dias

O núcleo de Europa deverá ser metálico, rodeado por rocha e esta rodeada por água líquida sob uma camada de gelo. Suspeita-se que a vida extraterrestre possa existir nesse oceano, tal como acontece na Terra

Cryobot

É um projecto de submarino para estudar o oceano de Europa. Equipado com uma cabeça térmica para derreter lentamente a camada de gelo

Hydrobot

Uma vez dentro de água, o Cryobot liberta outro robô dirigido por controlo remoto. Este segundo veículo poderia incorporar o microscópio DIHM

Microscópio DIHM

De maneira a explorar o interior de planetas como a lua Europa, o microscópio DIHM pode vir a ser inserido nos Hydrobots em estudo, dando assim um grande contributo nas futuras investigações

GRANDE QUANTIDADE DE ÁGUA NA LUA

A NASA confirmou ontem a existência de "grandes quantidades de água" na Lua, após a análise dos dados recolhidos pela missão LCROSS, que no início de Outubro fez despenhar um foguetão de duas toneladas numa cratera do Pólo Sul lunar.

Segundo os cientistas da agência espacial norte-americana, o impacto do foguetão fez levantar uma grande nuvem de detritos, cuja análise espectográfica revelou a existência de grandes quantidades de vapor de água, não só na camada de solo à superfície mas também proveniente do subsolo lunar. "Podemos dizer que a missão LCROSS foi um enorme êxito", afirmou um porta-voz da NASA.

Observações anteriores faziam supor a existência de gelo sob a superfície lunar, principalmente nas zonas de sombra no interior das crateras mais próximas dos pólos lunares, mas não nesta quantidade. "Estamos a desvendar os segredos do nosso satélite e, por consequência, do sistema solar. A Lua guarda muitos segredos, mas a missão LCROSS permitiu desvendar mais alguns", afirmou ontem o cientista Michael Wargo, chefe do programa lunar da NASA.

NOVO MODELO DO UNIVERSO A COMPUTADOR

Cientistas de Los Alamos, EUA, criaram um modelo espacial com uma das maiores simulações da distribuição de matéria no Universo, usando o Roadrunner, o supercomputador mais rápido do Mundo, que fornecerá uma descrição mais completa e mais precisa do Universo observável, auxiliando na elaboração de futuras experiências. O modelo ajudará ainda a entender a distribuição da "matéria escura" e da "energia escura", responsáveis por 74% da massa total de energia do Universo, de acordo com o modelo-padrão da cosmologia.

IMPACTO DO METANO É MAIOR

O efeito do gás metano no processo do aquecimento global foi subestimado, segundo um estudo realizado por cientistas americanos. O seu impacto na temperatura global é 30% maior do que se pensava. O problema é que as estimativas não levaram em conta a interacção do metano com os aerossóis. Quando este efeito indirecto é incluído, uma tonelada de metano multiplica por 33 – e não por 25 como se pensava – o efeito do aquecimento da atmosfera num período de cem anos.

NOTAS

MAR EGEU: TSUNAMI

A erupção do vulcão Thera, no Mar Egeu, há 3 mil anos, produziu ondas gigantes que percorreram centenas de quilómetros do leste do Mediterrâneo

CAVALO: GENOMA DESVENDADO

Foi desvendado o conjunto de informações hereditárias codificadas no ADN do cavalo doméstico, o que poderá esclarecer como foram domesticados

FIM DO MUNDO: ADIAMENTO

Segundo a Universidade do Havai, o fim do Mundo foi adiado de 2036 para 2068. Mais dados ajudaram a ajustar o cálculo da órbita do asteróide Apophis

ANFÍBIOS: PERIGO DE EXTINÇÃO

20 minutos é o bastante para a Terra perder, pelo menos, uma espécie completa de fauna ou flora. Os anfíbios formam o grupo mais ameaçado

CAVALO: GENOMA DESVENDADO

Foi desvendado o conjunto de informações hereditárias codificadas no ADN do cavalo doméstico, o que poderá esclarecer como foram domesticados

FIM DO MUNDO: ADIAMENTO

Segundo a Universidade do Havai, o fim do Mundo foi adiado de 2036 para 2068. Mais dados ajudaram a ajustar o cálculo da órbita do asteróide Apophis

ANFÍBIOS: PERIGO DE EXTINÇÃO

20 minutos é o bastante para a Terra perder, pelo menos, uma espécie completa de fauna ou flora. Os anfíbios formam o grupo mais ameaçado




Mário G

domingo, 16 de agosto de 2015

Física e Química - Powerpoint sobre Força e Movimento


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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Física e Química - Ficha de Exercícios Gerais


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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

"Grandes quantidades" de água na Lua


A NASA anunciou a descoberta de "grandes quantidades" de água na Lua, confirmando assim as suposições dos cientistas.

A descoberta foi anunciada após a análise dos dados recolhidos durante a recente missão LCROSS, na qual a NASA fez despenhar a grande velocidade um foguetão de duas toneladas numa cratera do Pólo Sul lunar, fazendo levantar uma nuvem de detritos, incluindo grandes quantidades de vapor de água, confirmando a existência de gelo sob a superfície lunar.

'A missão foi um sucesso', afirmou um porta-voz da Agência Espacial norte-americana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

NASA desenha primeiras "casas" lunares

A NASA começou há alguns dias a estudar a possibilidade de utilizar as cavernas lunares como ‘locais de alojamento’ para os astronautas que visitarem a o satélite da Terra em futuras missões. No entanto a agência espacial já pensa em opções mais confortáveis.

Os engenheiros da NASA desenharam já as primeiras ‘casas lunares’, uns iglus insufláveis que podem alojar até quatro pessoas de forma permanente, na primeira estadia do Homem na Lua.
O projecto está a ser dirigido por Pablo de León, engenheiro argentino e director do Instituto de Equipamento, no Departamento de Estudos Espaciais da Universidade de Dakota do Norte.

“Trata-se de um módulo insuflável com dez metros de largura por três de altura. Estes módulos têm ainda a capacidade para a agregarem-se a outros, permitindo a criação de uma base maior.”

Para o desenvolvimento do projecto, a NASA decidiu a investir 750 mil dólares (aproximadamente 505 mil euros) e um montante igual para financiamento da universidade.

“O primeiro passo será testar o equipamento na Terra e só depois se pensa na Lua. O objectivo é mesmo a criação de uma base lunar permanente”, clarificou o engenheiro.

Com vista à protecção dos astronautas da radiação na Lua, os iglus serão revestidos com particulas de solo do satélite terrestre.




Luís Murteira Nunes

sábado, 8 de agosto de 2015

Copérnico enterrado 467 anos depois

O astrónomo Nikolaj Kpernik, conhecido pelo nome latinizado de Copérnico, terá uma cerimónia fúnebre no dia 22 de Maio de 2010, 467 anos depois da sua morte, informou esta segunda-feira um porta-voz da diocese de Ermland, no noroeste da Polónia.

Os restos mortais de Copérnico (1473-1543) foram encontrados por arqueólogos polacos em 2005, que após três anos de testes de ADN e estudos sobre a morfologia corporal, confirmaram a sua autenticidade.

Autoridades forenses contribuíram também para realização dos testes, tendo reconstruido a face do astrónomo com base nos ossos cranianos encontrados.

Em Janeiro terá início a construção de um sepulcro de duas toneladas de granito negro, na Catedral Frauenburger, onde serão depositados os restos mortais do astrónomo.

Copérnico revolucionou o Mundo com a sua teoria que colocava o Sol no centro do Universo, em torno do qual giraria a Terra, contrariando o modelo geocêntrico anteriormente estabelecido por Ptolomeu.




L.M.N. com agências

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Urano e Neptuno podem estar cobertos de diamante


Uma equipa de físicos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, publicou esta semana uma teoria na revista ‘Nature Physics’ no qual apontam que os planetas Urano e Neptuno podem estar revestidos de diamante (um dos materiais mais duros que se conhece) em estado líquido.

Na primeria fase do estudo, a equipa de liderada pelo físico Isaac Silvera foi tentar perceber qual o ponto de fusão do diamante, algo nada fácil, tendo em conta que quando aquecido a temperaturas muito elevadas (milhares de graus), se transforma em grafite. No entanto, quando se encontra no estado líquido, o diamante comporta-se de forma semelhante à água, com forma sólidas idênticas a icebergues a flutuar à superfície.

Para evitar a transformação em grafite, os físicos optaram por submeter os diamantes a uma pressão elevada, bombardeando-os depois com lasers de alta intensidade. No fim do teste os diamantes liquidificaram a um pressão 40 milhões de vezes superior à que existe na Terra.

Ao reduzir essa pressão para “apenas” 11 milhões superior à existente ao nível do mar e aumentar a temperatura para 50 mil graus centígrados, começaram a aparecer pequenas formações sólidas à superfície. Para espanto dos físicos, estes blocos de diamante não se afundaram no líquido, mantendo-se a flutuar à superfície.

Estas extraordinárias condições de pressão e temperatura ocorrem de forma natural em dois planetas do Sistema Solar: Urano e Neptuno. Tendo em conta que o dados sobre ambos os planetas apontam para que estes tenham no mínimo 10 por cento de carbono na formação, foi estabelecida a teoria de que planetas contenham mares de diamante.

Ainda assim, só existem duas formas de confirmar a teoria. A primeira passa pelo envio de uma sonda a um dos planetas, comprovando a tese em directo. A segunda hipótese de comprovação passa pela simulação de novos testes na Terra. Os problemas de ambas as verificações são os elevados custos que estas requerem, sem contar ainda com os vários anos necesarios para a preparação de todo o equipamento.

Enquanto é decidido ou não se avançam para um dos testes de confirmação, resta-nos apenas esperar, com o pensamento de que dois planetas do nosso Sistema possam estar revestidos com um material extremamente valioso na Terra.




Luís Murteira Nunes

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Em busca de outros planetas com vida

A descoberta de outros mundos passou de um sonho distante a uma realidade. Durante dezenas de anos, os astrofísicos perscrutaram os céus à procura de sinais que indicassem a presença de planetas fora do Sistema Solar. No entanto, foi necessário esperar até meados da década de 90 para que aparecessem os primeiros resultados.

Graças às tecnologias desenvolvidas ao longo dos últimos vinte anos, a capacidade de encontrar exoplanetas – planetas que circundam outras estrelas que não o Sol – fez com que esse campo de pesquisas saltasse das conjecturas para a contagem directa de corpos celestes antes considerados meras especulações. E já são 425 desde a descoberta do primeiro exoplaneta feita pelo astrónomo suíço Michel Mayor, em 1995, em França.

Neste momento, as descobertas surgem a um ritmo alucinante, graças, sobretudo, ao telescópio Kepler, mas nenhum dos planetas encontrados tem as características necessárias para abrigar vida humana. São, sobretudo, planetas gigantescos e quentes – de dimensão idêntica ou superior à de Júpiter, o maior do Sistema Solar – muito maiores do que a Terra e sem condições de sobrevivência.

Os cientistas já concluíram que o nosso Sistema Solar é muito especial, prevendo-se que apenas quinze por cento dos sistemas planetários da Via Láctea sejam semelhantes ao nosso. Porém, as estimativas apontam para, que dentro de quatro ou cinco anos, os investigadores encontrem, finalmente, um planeta capaz de abrigar vida, com recurso ao telescópio espacial Kepler.




Mário Gil

domingo, 2 de agosto de 2015

Agência russa quer desviar asteróide

O asteróide ‘Apophis’, com cerca de 270 metros de diâmetro, poderá ver a sua trajectória alterada pela Agência Espacial russa, que pretende desta forma evitar uma catástrofe no planeta Terra. Pode parecer ficção, ao melhor estilo de Hollywood, mas desta vez o actor principal não será Bruce Willis. Os russos querem enviar uma nave ao encontro do asteróide para o afastar da Terra.

‘Apophis’ foi descoberto em Junho de 2004 e, numa primeira análise à sua trajectória, os astrónomos estimaram existir fortes possibilidades de impacto na Terra em Abril de 2036. No entanto, observações mais detalhadas realizadas pela NASA afastaram essa hipótese, prevendo que ‘Apophis’ não passe a menos de 29 450 quilómetros da Terra.

Anatoli Perminov, director da Agência Espacial russa, explicou que "qualquer missão terá de ser realizada em colaboração com a ESA [Agência Espacial Europeia], a NASA [Estados Unidos], a Jaxa [Japão] e o CNSA [China]", sublinhando que "o objectivo é desviar, não destruir, para evitar danos colaterais".




A.P.
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