terça-feira, 29 de setembro de 2015

Europa constrói a nave do futuro

Chegar ao Espaço nunca foi simples. É necessário um exército de milhares de pessoas para enviar um vaivém, fazê-lo aterrar com segurança e restaurá-lo para um novo voo.



Por isso, a Agência Espacial Europeia (ESA) decidiu agora apostar numa tecnologia com a qual se sonha desde o início da exploração espacial: uma nave capaz de descolar de um aeroporto, como um avião comum, tornando-se um foguete tradicional assim que ultrapassa os limites da atmosfera mais densa, entra em órbita e volta ao solo na mesma pista de onde descolou.

A empresa inglesa Reaction Engines foi contratada para desenvolver as primeiras peças do Sabre, motor revolucionário que deverá equipar a nave, baptizada ‘Skylon’.

O Sabre é um motor híbrido inédito capaz de aspirar o ar enquanto está na atmosfera, como um motor a jacto, tornando-se um foguete quando atinge o Espaço.

domingo, 27 de setembro de 2015

500 astronautas no Espaço

Passaram 48 anos desde que o Mundo foi surpreendido pela difusão de uma extraordinária notícia: o Homem estava, pela primeira, vez no Espaço. Efectivamente, foi no dia 12 de Abril de 1961 que a nave soviética ‘Vostok’, levando a bordo Yuri Gagarin, deixou a Terra e durante 108 minutos – o tempo de uma órbita em torno do Planeta – passeou pelo quase desconhecido.


Nessa altura já tinham sido dados os primeiros passos na investigação espacial, com o lançamento, no final de 1957, de dois satélites soviéticos, um deles com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ir para o Espaço. Todavia, ainda nenhum homem havia lá estado e Yuri Gagarin deveria dar respostas a perguntas, tais como se o Homem podia viver, trabalhar e orientar-se no Espaço e manejar os sistemas das naves espaciais.

O seu voo iniciou uma nova era na conquista do Espaço, por isso 12 de Abril atingiu importância internacional, tornando-se o Dia Internacional da Aviação e Cosmonáutica.

A disputa entre os EUA e União Soviética (URSS) pela conquista do Espaço foi o grande impulso para a exploração espacial e resultou em grandes avanços científicos e tecnológicos.

Acabada a Guerra Fria, que opunha essas duas grandes potências mundiais, e na continuidade das operações Mir e Skylab e do planeado Columbus europeu, nasceu, em 1998, a Estação Espacial Internacional (ISS), actualmente ainda em construção, que representa a permanência humana no Espaço e, sobretudo, a cooperação internacional desejada na conquista espacial sem desperdício inútil de esforços e de dinheiro.

A maior aventura já empreendida pelo Homem tem alguns marcos e devemo-lo sobretudo à coragem dos astronautas, cosmonautas (na designação russa) e taikonautas (na versão chinesa) – 493 até hoje – feitos em tudo semelhantes à dos navegadores portugueses quando se lançaram nas desconhecidas travessias oceânicas do século XV.

Mário Gil

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Fragmentos de meteorito ajudam Ciência

Um meteorito do tamanho de um automóvel que explodiu no deserto de Nubie, no Sudão, em Outubro, fornece uma ocasião única aos geofísicos para determinarem qual o astro do qual o asteróide se desmembrou.




Chamado 2008 TC3, ou Almahata Sitta, este meteorito foi visto a 6 de Outubro e seguido por milhares de telescópios antes de explodir, no dia seguinte. Uma expedição imediatamente montada pelo Instituto de Investigação de Inteligência Extra-Terrestre da Califórnia e pela Universidade de Cartum permitiu encontrar 47 fragmentos, com um peso total de 3,95 quilos.

Pela primeira vez, os cientistas possuem resultados das observações de um corpo celeste no Espaço, por espectrografia, e análises de laboratório dos fragmentos deste mesmo asteróide, o que permite lançar a investigação para determinar de que astro o meteorito se separou e saber, por conseguinte, a sua composição.

Lusa

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Cientistas descobrem novo exoplaneta

Cientistas revelaram na terça-feira a descoberta do mais pequeno planeta fora do sistema solar (exoplaneta) que se conhece e localizaram o primeiro exoplaneta que pode estar coberto por um vasto oceano, ambos situados no mesmo sistema estelar.


A equipa do Observatório de Genebra, dirigida por Michael Mayor, descobriu um planeta cuja massa é apenas o dobro da do planeta Terra, o que faz dele o mais pequeno exoplaneta entre os 350 descobertos até hoje, segundo um comunicado da ESO, a organização europeia para a investigação astronómica a partir do Hemisfério Sul.



Este planeta, baptizado de “Gliese 581 e”, foi descoberto devido a investigações realizadas a partir do espectógrafo HARPS, ligado a um telescópio de 3,6 metros de comprimento da ESO instalado em La Silla, no Chile.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cientistas procuram nono planeta

Baseados em simulações de computador, cientistas japoneses da Universidade de Kobe dizem estar convencidos de que existe um nono planeta, até agora desconhecido, que gravita nos confins do nosso Sistema Solar e que algum dia será descoberto.


A longa busca pelo planeta X, que tem alimentado algumas teorias apocalípticas, levou à descoberta de Plutão, mas este planeta acabou por não ser considerado o X porque a sua massa (de apenas 1/455 vezes a da Terra) não era suficiente para explicar as irregularidades então registadas na órbita de Neptuno – as estimativas para o planeta X apontavam para valores de 50 vezes a massa terrestre.

A comunidade científica decidiu, em 2006, excluir Plutão da lista de planetas de nosso Sistema Solar, rebaixado-o à categoria de planeta-anão. Além dos seus oito planetas, o Sol é circundado por alguns corpos grandes, agora chamados plutóides – como é o caso de Sedna, descoberto em 2004, ou Quaoar, descoberto em 2002 –, e por uma infinidade de corpos celestes menores, principalmente numa região denominada Cinturão de Kuiper, que se estende entre 30 e 50 Unidades Astronómicas (1 UA equivale à distância entre a Terra e o Sol).

Se existir, o Planeta X poderá estar a uma distância até 100 UA. O seu brilho deve ser tão fraco que nenhum equipamento o conseguiria captar. A solução pode estar no Pan-STARRS, projecto destinado a monitorizar os céus em busca de asteróides em rota de colisão com a Terra, que entrará em operação já em 2010.

Desde que começou a busca pelo Planeta X, no início do século XX, a possibilidade existir um hipotético planeta a orbitar o Sol além do Cinturão de Kuiper tem alimentado teorias apocalípticas: diz-se que o letal planeta viajará numa excêntrica órbita para causar um caos gravitacional na Terra, com danos ambientais, geológicos e sociais, e matar grande parte da vida terrestre. Tudo com data marcada: 2012, precisamente a data final do calendário maia. Mas há ainda outras teorias para o fim do mundo.

Mário Gil

sábado, 19 de setembro de 2015

Primeiro simulador do fundo marinho

Cientistas alemães do Instituto Fraunhofer criaram um sistema de realidade ampliada (sistema que cria uma realidade virtual que pode ser justaposta com cenas reais) para ser utilizado sob a água.


Utilizando uma máscara especial, um mergulhador pode ver recifes de coral, plantas e animais marinhos sobre o fundo de uma piscina comum. Os pesquisadores esperam que o sistema possa ser utilizado para o treino de mergulhadores profissionais.

O principal componente deste que é o primeiro equipamento de realidade virtual para uso aquático é um ecrã à prova de água, que fica em frente à máscara do mergulhador.

O ecrã permite que o mergulhador veja o ambiente virtual com todos os objectos virtuais sobrepostos sobre o ambiente real em que ele está mergulhado.

O processamento do sistema de realidade virtual fica a cargo de um mini-PC que o mergulhador leva na mochila. Uma câmara de vídeo localizada na sua cabeça fornece ao sistema os marcadores do ambiente aquático necessários para que as imagens virtuais sejam projectadas na posição correcta.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Fragmentos de meteorito ajudam Ciência

Um meteorito do tamanho de um automóvel que explodiu no deserto de Nubie, no Sudão, em Outubro, fornece uma ocasião única aos geofísicos para determinarem qual o astro do qual o asteróide se desmembrou.




Chamado 2008 TC3, ou Almahata Sitta, este meteorito foi visto a 6 de Outubro e seguido por milhares de telescópios antes de explodir, no dia seguinte. Uma expedição imediatamente montada pelo Instituto de Investigação de Inteligência Extra-Terrestre da Califórnia e pela Universidade de Cartum permitiu encontrar 47 fragmentos, com um peso total de 3,95 quilos.

Pela primeira vez, os cientistas possuem resultados das observações de um corpo celeste no Espaço, por espectrografia, e análises de laboratório dos fragmentos deste mesmo asteróide, o que permite lançar a investigação para determinar de que astro o meteorito se separou e saber, por conseguinte, a sua composição.

Lusa

terça-feira, 15 de setembro de 2015

500 astronautas no Espaço

Passaram 48 anos desde que o Mundo foi surpreendido pela difusão de uma extraordinária notícia: o Homem estava, pela primeira, vez no Espaço. Efectivamente, foi no dia 12 de Abril de 1961 que a nave soviética ‘Vostok’, levando a bordo Yuri Gagarin, deixou a Terra e durante 108 minutos – o tempo de uma órbita em torno do Planeta – passeou pelo quase desconhecido.


Nessa altura já tinham sido dados os primeiros passos na investigação espacial, com o lançamento, no final de 1957, de dois satélites soviéticos, um deles com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ir para o Espaço. Todavia, ainda nenhum homem havia lá estado e Yuri Gagarin deveria dar respostas a perguntas, tais como se o Homem podia viver, trabalhar e orientar-se no Espaço e manejar os sistemas das naves espaciais.

O seu voo iniciou uma nova era na conquista do Espaço, por isso 12 de Abril atingiu importância internacional, tornando-se o Dia Internacional da Aviação e Cosmonáutica.

A disputa entre os EUA e União Soviética (URSS) pela conquista do Espaço foi o grande impulso para a exploração espacial e resultou em grandes avanços científicos e tecnológicos.

Acabada a Guerra Fria, que opunha essas duas grandes potências mundiais, e na continuidade das operações Mir e Skylab e do planeado Columbus europeu, nasceu, em 1998, a Estação Espacial Internacional (ISS), actualmente ainda em construção, que representa a permanência humana no Espaço e, sobretudo, a cooperação internacional desejada na conquista espacial sem desperdício inútil de esforços e de dinheiro.

A maior aventura já empreendida pelo Homem tem alguns marcos e devemo-lo sobretudo à coragem dos astronautas, cosmonautas (na designação russa) e taikonautas (na versão chinesa) – 493 até hoje – feitos em tudo semelhantes à dos navegadores portugueses quando se lançaram nas desconhecidas travessias oceânicas do século XV.

Mário Gil

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Já começou o primeiro passeio espacial para reparar o Hubble


A mais de 600 quilómetros de altitude sobre a Austrália, os astronautas do vaivém Atlantis começaram já a trabalhar para pôr de novo o telescópio espacial Hubble em forma. Ancoraram o telescópio de 10 metros de comprimento ao compartimento de carga do vaivém, usando o braço robótico da nave, para uma primeira análise.

A primeira saída dos astronautas para fora do vaivém, para começar a meter as mãos na massa nas reparações do Hubble, está agora a começar. Será Grunsfeld, de 50 anos, e o geólogo Drew Feustel, de 43 anos, que faz a sua primeira viagem espacial.

“Este velhinho com 19 anos de espaço ainda está numa forma fantástica”, comentou o astronauta John Grunsfeld, que não é nenhum novato: já participou em duas outras missões para fazer as reparações necessárias para que o Hubble continue a ser o olho da humanidade no Universo, e já fez cinco passeios espaciais para pôr o telescópio em forma.

O exterior do telescópio foi ainda ontem à noite inspeccionado com câmaras instaladas no braço robótico do vaivém – apesar do desgaste da radiação ultravioleta e de vários impactos de detritos espaciais, o Hubble nem está assim em tão mau estado. 

Hoje, os astronautas vão remover uma das câmaras do Hubble, para a actualizar e colocar novo equipamento. Vão ter de se empoleirar no braço robótico do vaivém, e instalar protecções para evitar que os painéis solares do telescópio sofram com as vibrações dos trabalhos de recuperação.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Estrela gigante de Orion encolhe


A supergigante e vermelha Betelgeuse, na constelação de Orion, a 600 anos-luz da Terra, é uma das estrelas mais brilhantes no céu sobre a Terra e tem um diâmetro estimado em 900 vezes o do Sol e luminosidade 15 mil vezes. É tão imponente que, se estivesse no centro do Sistema Solar, se estenderia além da órbita de Júpiter.



No entanto, de acordo com um novo estudo feito na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, Betelgeuse está a encolher muito rapidamente, tendo perdido 15% do tamanho nos últimos 15 anos. A conclusão veio após um longo monitoramento feito com a ajuda de um interferómetro de infravermelho instalado no topo do monte Wilson, na Califórnia.

Alguns cientistas estimam que Betelgeuse poderá explodir e tornar-se uma supernova dentro de alguns milhares de anos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Estrelas criam cristais


O telescópio espacial Spitzer pode ter encontrado a resposta para uma das mais intrigantes questões que desafiam os astrónomos há décadas: como é que cristais de silicatos, que exigem temperaturas altíssimas para se formarem, vão parar aos cometas, corpos congelados, nascidos na fria franja do sistema solar?



Esses cristais podem ter surgido como partículas de silicato não cristalizadas, compondo a mistura de gás e poeira da qual se formam as estrelas e os planetas. Os silicatos originais podem ter-se transformado em cristais por gigantescas erupções que ocorrem na superfície das estrelas.

Os astrónomos detectaram a assinatura infravermelha dos cristais de silicatos no disco de poeira e gás em redor da estrela EX Lupi durante uma de suas frequentes tempestades. Os cristais não estavam presentes na observação anterior que o telescópio Spitzer fez da mesma estrela, durante um dos seus períodos de calmaria.

"Acreditamos ter observado pela primeira vez o processo de formação de cristais em andamento", diz o pesquisador Attila Juhasz, do Instituto Max Planck, na Alemanha.

sábado, 5 de setembro de 2015

Sondas procuram água em solo lunar


A agência espacial norte-americana NASA vai procurar provas definitivas da existência de água na Lua já este mês com o lançamento de duas novas missões.



No próximo dia 17, um foguete Atlas V será lançado do Cabo Canaveral, levando a bordo as missões ‘LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter’ – Sonda de Reconhecimento Lunar) e ‘LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite’ – Satélite de Observação e Sensoriamento de Crateras Lunares).

Em conjunto, as duas missões permitirão o mapeamento de altíssima resolução da Lua, com precisão até um metro, o conhecimento da sua mineralogia, além da esperada resposta a uma pergunta que permanece no ar há décadas: existirá de facto água congelada no interior das crateras dos pólos lunares, menos expostas à acção solar?

A existir, a água estará, provavelmente, nas sombras das frias crateras, escondida e congelada.

Nos anos 90, recorde-se, duas sondas espaciais, a ‘Lunar Prospector’ e a ‘Clementine’, encontraram sinais de gelo nas crateras escuras, próximas dos pólos lunares – sensivelmente um quilómetro cúbico de gelo. Mas os dados não foram conclusivos.

A primeira descoberta ocorreu em 1996, quando a sonda ‘Clementine’ encontrou sinais de gelo em regiões escuras perto dos pólos lunares. A NASA, porém, não desiste de procurar provas definitivas da existência de água no satélite terrestre e investiu numa missão específica para este fim.

Utilizando sete instrumentos científicos diferentes, a missão ‘LRO’ ajudará a identificar locais de pouso seguros para as futuras missões tripuladas à Lua. Além do mapeamento da superfície lunar no espectro ultravioleta, as câmaras da ‘LRO’ construirão um mapa a três dimensões, em alta resolução, da superfície da Lua.

A sonda ‘LCROSS’ irá lutar por uma resposta definitiva sobre a presença ou não de água congelada nos pólos lunares. A missão usará o segundo estágio do foguete Atlas de uma forma inédita, culminando com dois impactos espectaculares sobre a superfície lunar.

Estas missões constituem um primeiro passo para o regresso do homem à Lua, mas também servem de trampolim para voos espaciais mais arrojados, como a exploração do planeta Marte.

CORRIDA MUNDIAL PARA O SATÉLITE

China, Japão, Rússia, Estados Unidos e Índia estão numa corrida intensa e todos têm planos para enviar satélites em direcção à Lua. O objectivo é olhar bem de perto o nosso satélite, e até pousar nele, em busca de novas descobertas geológicas e recursos naturais.

A proximidade torna esse desafio mais do que possível. A Lua é atingível e até mesmo países com programas espaciais ainda na sua fase infantil podem lá chegar, o que representa um grande salto tecnológico para esses países.

Os japoneses, recorde-se, rodearam a Lua com a missão ‘Kaguya’ e os chineses, com a missão ‘Chang’e-1’, também já marcaram presença e recolheram dados. Até a Índia tem planos para uma viagem especial em 2010, com seu veículo Chandrayaan, e os russos, um pouco mais devagar, planeiam regressar.

A primeira missão à Lua iniciou--se em 1958 com o Programa Luna, da União Soviética.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Terra e Marte poderão ser parecidos no futuro



Marte é um planeta parecido com a Terra em vários aspectos: está relativamente próximo dela, a duração do seu dia é apenas um pouco mais do que as 24 horas da Terra, o seu tamanho é cerca de metade do da Terra (6800 km de diâmetro), possui uma pequena atmosfera e assemelha-se a um deserto. Mas não só já foi comprovada a existência de água por lá, como já se sabe que o planeta vermelho era habitável. Esse corpo celeste frio, seco e com uma atmosfera muito fina, tinha no passado um clima muito diferente.

As conclusões devem-se à descoberta da presença de minerais hidratados, que só podem ter sido formados a partir de água em estado líquido ou pela evaporação de depósitos de água salgada, como descobriram os robôs ‘Opportunity’ e ‘Spirit’ ao calcorrearem e analisarem Marte há cinco anos e meio. Reforçam a tese de que havia depósitos de água, lagos ou, quem sabe até, oceanos.

A existência de água – componente-chave dos processos climáticos, geológicos e geoquímicos na atmosfera, superfície e interior dos planetas – é fundamental para definir se um planeta é habitável ou não.

Hoje, a água em Marte está escondida na forma de gelo sob a camada superficial, como mostrou a sonda ‘Phoenix Lander’. E já se prevê que, dentro de milhares de milhões de anos, esse gelo vá derreter e o planeta vá ficar muito parecido com a Terra.

A NASA anunciou que está a preparar uma missão a Marte que inclui passageiros humanos lá para 2031. Uma viagem a Marte demora cerca de 180 dias.

TERRA
gravidade: 9,78 m/s2
Diâmetro: 12 756,34 km
ano: 365,242 dias
TEMP. MÉDIA: 14º C
SATÉLITES: 1 (Lua)

Características: Com uma composição atmosférica onde dominam o azoto (78%) e o oxigénio (21%), este planeta dinâmico, com 70% de água, essencial à existência de vida, que abriga vida desde há 3,5 mil milhões de anos, ficará um dia saturado em termos populacionais.

MARTE
Gravidade: 3,69 m/s2
Diâmetro: 6794 km
Ano: 686,98 dias
Temp. média: -63º C
Satélites: 2

Características: A atmosfera é constituída por dióxido de carbono (95%), azoto (3%) e árgon ( 2%), sendo o oxigénio apenas residual – o que não é surpreendente, dado que o oxigénio da Terra é essencialmente um produto da vida e não a sua causa.

A NASA estuda a possibilidade de criar uma biosfera planetária que imite a Terra noutro planeta. Porém, ainda precisará de ser muito estudada, já que não se conhece os efeitos das mudanças atmosféricas e de temperatura na geologia, na geodinâmica e na morfologia de um planeta. Marte é o candidato mais provável para as primeiras experiências em terraformação. A NASA estuda maneiras de aquecer o planeta e de alterar a sua atmosfera, de modo a poder albergar a vida humana logo que necessário, muito embora a tendência natural de Marte seja essa... mas só dentro de milhares de milhões de anos!

As tempestades de areia marcianas são provocadas por um processo semelhante às terrestres. No planeta vermelho são periódicas e envolvem grandes regiões do planeta.

Permafrost é o tipo de solo encontrado no Árctico, constituído por terra, gelo e rochas permanentemente congelados. Em Marte, os índices de radiação são maiores.

Mário Gil

Voltar à Lua e ficar por lá


Nunca mais houve um acontecimento na história da conquista espacial de impacto comparável ao da conquista da Lua. É até possível que a aventura da Apolo 11, a 20 de Julho de 1969, pelos padrões actuais de segurança nos voos ao espaço, não fosse hoje autorizada.

Quarenta anos se passaram e a NASA – a agência espacial americana – diz que está pronta para percorrer de novo os 400 mil quilómetros e voltar mais uma vez à Lua, mas desta vez para ficar! É que na agenda dos projectos da NASA encontra-se a possibilidade de ali instalar uma base permanente que possa, entre outros objectivos, servir de eventual entreposto para missões tripuladas a Marte. A deslocação, porém, só está pensada para 2020.

Desde 1969 até Dezembro de 1972, um total de 12 astronautas, todos norte-americanos, pousaram no satélite terrestre. Os primeiros foram Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins.

"Este é um pequeno passo para o homem, um gigantesco salto para a humanidade", disse, emocionado, Neil Armstrong, numa frase que, inevitavelmente, ecoou pelo Mundo. Quem estava de olhos postos na televisão, naquele preciso momento, não deve ter esquecido a sua figura fantasmagórica movendo-se desajeitadamente devido à ínfima gravidade – um sexto da que existe na Terra.

A viagem começou dia 16 e demorou quatro dias. Armstrong e Aldrin são as estrelas desta inesquecível epopeia, que não seria possível sem a destreza de Michael Collins. O piloto do módulo lunar não chegou a pisar a Lua.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Vaivém lançado só após quatro tentativas


O vaivém Discovery partiu ontem rumo à Estação Espacial Internacional, com sete astronautas a bordo e após três adiamentos do lançamento. O vaivém descolou poucos segundos antes da meia-noite em Cabo Canaveral, Florida (EUA), 04h59 de Lisboa, dando início a uma missão de 13 dias no espaço. O vaivém demorou oito minutos e meio a entrar na órbita preliminar, estando prevista para hoje a acoplagem à Estação Internacional.

O lançamento esteve previsto para terça-feira, mas foi adiado devido ao mau tempo. No dia seguinte, uma anomalia numa válvula do tanque de hidrogénio não permitiu o início da missão. A terceira tentativa estava agendada para sexta--feira, mas a NASA adiou para poder continuar a analisar o funcionamento da válvula.

NASA testa nave de salvação


A NASA acaba de fazer o primeiro teste com um novo módulo para que os astronautas escapem no caso de algum acidente que ocorra antes, durante ou depois o lançamento. A pequena nave poderá ser uma parte do módulo tripulado Órion, que ficará na parte superior dos novos foguetes Áries, que a NASA está a desenvolver para o reinício dos voos tripulados à Lua. O projecto é flexível o suficiente para que possa ser utilizado em outros foguetes.

A missão Apolo possuía um sistema semelhante, chamado Torre de Abortamento de Lançamento, que era capaz de arremessar os astronautas para longe da extremidade do foguete Saturno V em caso de problemas.

A nova nave foi baptizada MLAS – sistema Max de abortamento de lançamento. Max é uma referência a Maxime Faget, projectista da cápsula Mercury e detentor da patente do sistema de escape. A pequena nave pesa 20 865 kg e tem 10,2 metros de altura.
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