sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Supernova cria estrela de quarks

A 23 de Fevereiro de 1987 foi detectada a explosão de uma supernova (morte de uma estrela supermassiva) na Grande Nuvem de Magalhães (uma galáxia satélite da nossa, a 160 mil anos-luz) que recebeu o nome de SN 1987A. Devido à sua proximidade, esta é a supernova mais estudada desde sempre.


Nessa época já se contava com instrumentos avançados, que permitiram, por exemplo, medir o fluxo de neutrinos da explosão. Fenómeno que se havia previsto e que não se tinha comprovado experimentalmente até então. A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 9/10 da matéria da estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 massas solares, a pressão de degenerescência dos electrões não é suficiente para manter o núcleo estável e os electrões entram em colapso com o núcleo, chocando com os protões e dando origem a neutrões: o resultado seria uma estrela composta de neutrões.

Mas, pelo que afirmam cientistas de Hong Kong, durante o colapso, os neutrões dividiram-se nos seus constituintes elementares, isto é, quarks, e estes formaram um objecto raro ainda mais pequeno e ultradenso do que uma estrela de neutrões: uma estrela de quarks.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

NASA lançou com sucesso o vaivém espacial Discovery

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) conseguiu finalmente lançar esta noite o vaivém espacial Discovery, que levará sete astronautas até à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês). Este lançamento tinha sido adiado na quarta-feira, quando foi detectada uma fuga de hidrogénio numa das válvulas do tanque de combustível externo do vaivém.

O lançamento deu-se como previsto às 19h43 locais (23h43 em Lisboa) do Centro Espacial Kennedy na Florida.

As condições meteorológicas são encorajadoras, com 80 por cento de possibilidades de um tempo favorável.

“Fizemos tudo o que podíamos, ou seja, substituímos as peças (potencialmente suspeitas) e veremos se se trata, ou não, de um problema de alinhamento”, explicou Mike Moses, responsável pela equipa que organiza esta missão, em conferência de imprensa.

Antes do lançamento, Mike Moses, responsável pela equipa que organiza esta missão, garantiu que não existe perigo para a tripulação que seguirá no Discovery.

Uma equipa de engenheiros instalou novas válvulas, esperando que assim consigam resolver o problema que obrigou ao adiamento da primeira tentativa de lançamento, na quarta-feira.

Mas até agora, os técnicos ainda não conseguiram encontrar a causa exacta da fuga de hidrogénio.

“Fiquei um pouco surpreendido por não termos encontrado nada mais óbvio, porque era uma fuga significativa”, comentou ontem o director de lançamentos Mike Leinbach aos jornalistas.

O lançamento do vaivém esta noite implica uma redução na duração da missão de 14 para 13 dias e vai forçar a NASA a eliminar a quarta saída espacial que estava prevista. Mas, segundo Moses, isso não vai afectar os objectivos da missão.

O Discovery foi assim o primeiro vaivém espacial a ser lançado este ano. Permitirá entregar e instalar o quarto e último par de antenas solares na ISS. A estação terá então toda a potência eléctrica necessária para as experiências científicas dos laboratórios europeu Columbus e japonês Kobi, acrescentados à ISS em 2008. Além disso, a estação passará a poder duplicar o número de “hóspedes” permanentes, para um total de seis pessoas.

Ainda estão previstos nove voos até 30 de Setembro de 2010, data em que a frota de vaivéns norte-americanos entra para a reforma, para concluir a construção da ISS, efectuar uma última missão do telescópio espacial Hubble e realizar experiências científicas

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Colisões de partículas previstas para Outubro

O maior acelerador de partículas do Mundo – Grande Colisionador de Partículas (LHC) do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) – recomeça a funcionar em Setembro, prevendo-se as primeiras colisões para Outubro.


O LHC está parado desde Setembro de 2008, na sequência de uma avaria registada oito dias após a entrada em funcionamento. Segundo Ana Henriques, especialista em física de altas energias, a estrutura ficará a funcionar até ao Outono de 2010, estando prevista uma paragem no Natal.

O objectivo do LHC é simular os primeiros milésimos de segundo do Universo, há cerca de 13,7 mil milhões de anos, sendo já considerada a maior experiência do século. "Os primeiros resultados deverão ser divulgados em 2010", pode ler--se no comunicado do CERN.



A.P.

sábado, 24 de outubro de 2015

Robôs vão superar-nos em 2050

Há quem afirme que já existem mais robôs do que pessoas, considerando o ritmo acelerado da sua produção. As vendas de robôs de serviço pessoal e profissional têm crescido desde o virar do século e devem atingir os 5,5 milhões este ano. Até 2011, esse número deverá duplicar e chegar aos 11,5 milhões.


A esta velocidade é provável que, num futuro não muito distante, os robôs sejam usados da mesma forma que hoje são utilizados os computadores pessoais. Tal progresso exigirá a produção de máquinas muito mais inteligentes e autónomas do que é possível construir na actualidade.

As máquinas de hoje são ainda um milhão de vezes mais simples do que o cérebro humano – uma das razões que justificam o facto de não possuírem as singulares qualidades de uma pessoa. Ainda não têm, por exemplo, a nossa habilidade de entender os outros ou de responder apropriadamente a emoções.

Será necessária uma tecnologia da complexidade do cérebro humano para criar entidades que possuam tais características.

INTELIGÊNCIA LIMITADA

Por agora, as máquinas têm uma inteligência específica confinada e restringida à execução de determinadas tarefas – apesar de ser, em alguns casos, superior à humana, como na rápida execução de complexos cálculos matemáticos.

Na hora de construir inteligências artificiais, o Homem goza de muito maior liberdade do que aquela que a Natureza teve quando ‘construiu’ o ser humano: podem estar completamente libertas das restrições e limitações da organização mental humana.

Para que um andróide desenvolva uma inteligência parecida à do Homem, é muito provável que necessite de algumas das suas supostas ‘debilidades’, como o egoísmo e a ambição. Os cientistas acreditam que em 2050 os cérebros robóticos irão competir com a inteligência humana, executando cem triliões de instruções por segundo.

AUTÓNOMOS

Na Medicina, na Aeronáutica, na Indústria, na Defesa e em tantas outras áreas, os robôs da actualidade já desempenham tarefas por conta própria sem intervenção humana. Estão cada vez mais presentes e ‘inteligentes’ no dia a dia de uma sociedade.

Pesquisas sobre o desempenho dos robôs domésticos conduzidas nos Estados Unidos e no Japão mostram que as crianças criam fortes laços com as máquinas, ao ponto de preferirem, na maioria dos casos, um robô a um ursinho de pelúcia.

AS TRÊS LEIS DA ROBÓTICA DE ASIMOV

Na ficção científica, já existem, há mais de 60 anos, as famosas leis da robótica, directrizes criadas pelo escritor russo Isaac Asimov que ditavam a ‘ética’ dos robôs para evitar que fossem mal utilizados. As três leis são as seguintes:

Primeira Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou permitir que um ser humano seja ferido.

Segunda Lei: Um robô deve obedecer às ordens dos seres humanos, excepto quando elas entrem em conflito com a Primeira Lei.

Terceira Lei: Um robô precisa de proteger a sua própria existência, contanto que ela não entre em conflito com a Primeira ou Segunda leis.

SAIBA MAIS

TERCEIRA GERAÇÃO

A terceira geração de robôs terá ‘cérebros’ computadorizados com uma inteligência semelhante à dos macacos.

2050

Os computadores actuais têm potência para replicar apenas o sistema nervoso de insectos. Mas até 2050 terão a mesma capacidade intelectual de um ser humano.

IGUALDADE

A geração com cem milhões de instruções por segundo poderá imitar o raciocínio humano e mesmo ultrapassá-lo em 2050.

NOTAS

COMPETIÇÃO - Robocup é uma competição mundial que visa o estudo e desenvolvimento da Inteligência Artificial e da Robótica.D

DONA DE CASA - O robô é capaz de ajudar nas tarefas domésticas.

MÚSICO - A Toyota já desenvolveu um robô que imita o verdadeiro músico.

ESPAÇO - Naves não tripuladas exploram o Sistema Solar de forma mais barata e eficiente. Os astronautas em órbita também não dispensam a ajuda de braços robóticos para recolher satélites avariados.

Mário Gil

Física e Química - Powerpoint sobre o Sistema Solar


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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Física e Química - Documentário sobre Marie Curie

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Física e Química - Vídeo - As 100 Maiores Descobertas da Química

sábado, 10 de outubro de 2015

Física e Química - Powerpoint sobre a Tabela Periódica


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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Física e Química - Resumo sobre a Radiação Electromagnética


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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Física e Química - Powerpoint sobre o conceito de Física


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domingo, 4 de outubro de 2015

Física e Química - Powerpoint sobre Grandezas Físicas


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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Carbono no centro da Via Láctea


Desde há muito que os astrónomos se interrogavam por que é que os seus telescópios nunca haviam detectado carbono em estrelas no centro da Via Láctea, apesar de muitas outras terem sido identificadas com o elemento químico básico da vida noutras regiões da galáxia.


O mistério acaba de ser desvendado, graças ao telescópio espacial Spitzer. Descobriu que, afinal, há estrelas ricas em carbono no centro da galáxia, ampliando, assim, o conhecimento a respeito de como as estrelas formaram e formam elementos pesados, como oxigénio, carbono e ferro, e depois os libertam pelo Universo. Processo esse que tornou possível o desenvolvimento da vida.

A poeira em torno das estrelas emite um sinal muito forte na frequência da radiação infravermelha e, com a ajuda da espectrografia do Spitzer, foi possível determinar se o material que a estrela devolve ao meio interestelar é rico em carbono ou oxigénio.

Os pesquisadores, que publicaram os resultados em artigo na revista ‘Astronomy & Astrophysics’, analisaram as luzes emitidas por 40 nebulosas planetárias. 

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