quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Notícia - Carbono no centro da Via Láctea


Desde há muito que os astrónomos se interrogavam por que é que os seus telescópios nunca haviam detectado carbono em estrelas no centro da Via Láctea, apesar de muitas outras terem sido identificadas com o elemento químico básico da vida noutras regiões da galáxia.


O mistério acaba de ser desvendado, graças ao telescópio espacial Spitzer. Descobriu que, afinal, há estrelas ricas em carbono no centro da galáxia, ampliando, assim, o conhecimento a respeito de como as estrelas formaram e formam elementos pesados, como oxigénio, carbono e ferro, e depois os libertam pelo Universo. Processo esse que tornou possível o desenvolvimento da vida.

A poeira em torno das estrelas emite um sinal muito forte na frequência da radiação infravermelha e, com a ajuda da espectrografia do Spitzer, foi possível determinar se o material que a estrela devolve ao meio interestelar é rico em carbono ou oxigénio.

Os pesquisadores, que publicaram os resultados em artigo na revista ‘Astronomy & Astrophysics’, analisaram as luzes emitidas por 40 nebulosas planetárias. 

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