Notícia - Supernova cria estrela de quarks

A 23 de Fevereiro de 1987 foi detectada a explosão de uma supernova (morte de uma estrela supermassiva) na Grande Nuvem de Magalhães (uma galáxia satélite da nossa, a 160 mil anos-luz) que recebeu o nome de SN 1987A. Devido à sua proximidade, esta é a supernova mais estudada desde sempre.


Nessa época já se contava com instrumentos avançados, que permitiram, por exemplo, medir o fluxo de neutrinos da explosão. Fenómeno que se havia previsto e que não se tinha comprovado experimentalmente até então. A explosão de uma supernova pode expulsar para o espaço até 9/10 da matéria da estrela. O núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 massas solares, a pressão de degenerescência dos electrões não é suficiente para manter o núcleo estável e os electrões entram em colapso com o núcleo, chocando com os protões e dando origem a neutrões: o resultado seria uma estrela composta de neutrões.

Mas, pelo que afirmam cientistas de Hong Kong, durante o colapso, os neutrões dividiram-se nos seus constituintes elementares, isto é, quarks, e estes formaram um objecto raro ainda mais pequeno e ultradenso do que uma estrela de neutrões: uma estrela de quarks.