sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Notícia - ‘Ares’ e ‘Orion’ abrem caminho até Marte

Após o desastre da missão Columbia, George W. Bush garantiu que os Estados Unidos regressariam à Lua. O resultado desse desígnio é o programa Constelação da NASA, que pretende voltar a colocar o Homem no satélite natural da Terra até 2020 e, mais tarde, em Marte. Para isso, a agência espacial está a desenvolver os foguetões espaciais ‘Ares’ I e V e o módulo tripulado ‘Orion’.


'Com a criação do ‘Orion’, os Estados Unidos voltam a ter, desde as missões Apollo, uma nave tripulada capaz de ir à Estação Espacial e mais longe ainda, até à Lua', afirmou ao CM o astrónomo José Matos, explicando o papel fundamental dos foguetões ‘Ares’: 'O ‘Ares I’ transportará o módulo ‘Orion’, enquanto o ‘Ares V’ leva a nave lunar.'

Baseado nas missões Apollo, das décadas de 60/70 do século passado, a grande diferença do programa Constelação está no sistema de transporte. 'O primeiro a sair da Terra será o ‘Ares V’, que ficará em órbita à espera do ‘Orion’. Este será lançado, no foguetão ‘Ares I’, no dia seguinte', acrescentou.

Os primeiros testes, do ‘Ares I’, estão previstos para o primeiro semestre de 2009. Todo o programa Constelação deverá estar totalmente funcional em 2018. O módulo tripulado ‘Orion’ tem como objectivo substituir os vaivéns Atlantis, Discovery e Endeavour, cuja última missão será em 2010.

O lançamento do foguetão ‘Ariane 5’, previsto para o dia 10 de Dezembro, a partir de Kourou, Guiana Francesa, foi suspenso indefinidamente devido a protestos da população contra os preços dos combustíveis. O ‘Ariane 5’ deverá colocar em órbita dois satélites Eutelsat, operador de telecomunicações europeu.


André Pereira

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Notícia - Turismo espacial mais barato

Cerca de 75 mil euros é quanto vai custar um voo de turismo espacial, a bordo da aeronave ‘Lynx’ da empresa norte-americana XCor Aeroespaço. O objectivo é rivalizar com a Virgin Galactic, cujos preços rondam os 175 mil euros.

A ‘Lynx’ tem o tamanho de um avião comercial, podendo realizar quatro voos diários de meia hora a uma altitude de 61 quilómetros. A ‘Spaceship 2’, da Virgin, atinge 120 quilómetros de altitude. Um dinamarquês reservou o primeiro bilhete, cuja viagem está prevista para 2012. A.P.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Notícia - Jumbo dá boleia durante 4000 km

O vaivém ‘Endeavour’, que aterrou a 30 de Novembro na Base Aérea Edwards, situada no deserto da Califórnia, Estados Unidos da América, deve iniciar hoje a viagem de regresso ao Centro Espacial Kennedy, Florida.

A partida esteve marcada para a manhã de ontem, mas um problema com a preparação da instalação da cauda da nave espacial não permitiu o início da viagem. O ‘Endeavour’ vai atravessar os EUA durante dois dias, ‘às costas’ de um boeing 747 (mais conhecido por Jumbo), adaptado especialmente para o transporte.

Segundo a NASA, os técnicos do Centro Espacial Kennedy têm vindo a preparar e a criar as melhores condições possíveis para a chegada da ‘Endeavour’, para que tudo corra da melhor forma. No final de Novembro o vaivém não conseguiu aterrar na costa Leste devido às más condições atmosféricas que se faziam sentir na altura.

Toda a tripulação do ‘Endeavour’ teve uma experiência inesquecível antes da aterragem na Califórnia. Os sete astronautas que durante 16 dias estiveram na Estação Espacial Internacional (ISS) conseguiram realizar quatro passeios espaciais ao serviço das articulações da Estação Espacial Truss, a qual gira a potência produtora de painéis solares. Foi numa dessas saídas que um dos astronautas perdeu a mala de ferramentas.

Durante a missão, os astronautas também contaram com o primeiro frigorífico da Estação Espacial Internacional, que levavam a bordo, um equipamento para realizarem exercício físico e uma segunda casa de banho nas instalações da nave espacial. Estas condições surgiram, segundo a NASA, com o objectivo de proporcionar a estes profissionais, que se encontram a muitos quilómetros de distância das suas famílias, mais incentivos e motivação para realizarem um melhor trabalho.

Joana Freire

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Notícia - Missão a Marte adiada para 2011

A agência espacial norte-americana decidiu adiar para 2011 o lançamento do laboratório espacial de nova geração que irá estudar a superfície de Marte. As previsões da NASA apontavam para Outubro de 2009, mas terá de ser adiada devido aos testes necessários às ferramentas que serão transportadas no ‘Mars Science Laboratory’.


Além da questão técnica, a NASA explica que o lançamento só é possível de dois em dois anos, quando o planeta Terra está alinhado favoravelmente com Marte. "Não vamos baixar o nosso patamar de exigência, podendo comprometer a excelência da nossa missão. Por isso, estamos a optar pela solução mais responsável que é adiar o lançamento", explicou Doug McCuistion, director do programa de Exploração de Marte.

Esta missão está a gerar grandes expectativas nos investigadores da NASA, devido às possibilidades dos aparelhos de estudo existentes no ‘Mars Science Laboratory’.

O veículo que transportará o laboratório terá mais autonomia, permitindo percorrer maiores distâncias e recolher dados de diferentes zonas de Marte.
C.M.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Notícia - Fim-de-semana celestial

Quem nas últimas semanas tenha observado o céu ao cair da noite terá reparado em dois pontos de luz fixa, branca e muito brilhante que se destacam acima do horizonte de sudoeste. Trata-se de Júpiter, à esquerda, e de Vénus, à direita. São astros inconfundíveis, que se têm vindo a aproximar visualmente.

Nos próximos dias, o espectáculo tem um magnífico desfecho. Esta noite, Vénus aproxima-se de Júpiter, ficando por baixo deste a uma distância angular de 2,5º, o que é raro. Na noite de domingo, a distância entre os dois planetas diminui ainda e surge à direita uma Lua muito jovem, reduzida a um fino risco luminoso. Finalmente, na noite de segunda, a Lua oculta Vénus pouco antes do pôr do Sol e a noite começa com o planeta aparecendo pela direita do limbo iluminado do nosso satélite. É um espectáculo muitíssimo raro e belo.

Quem tenha binóculos ou um pequeno telescópio poderá registar a ocultação de Vénus, que se consegue observar à luz do dia, tendo a Lua como referência. O fenómeno começa pelas 15h27 e termina pelas 17h11, mas é preciso um grande cuidado em não apontar os instrumentos para o Sol.

O espectáculo deste trio celestial termina cedo. Pelas 8h já os astros se afundam no horizonte. Só nos resta esperar bom tempo e céus limpos.


Nuno Crato

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Notícia - Minerais dão provas de vida em Marte

A Sonda 'Phoenix' permitiu descobrir carbonetos que provam a existência de condições para a formação de vida no planeta vermelho.
A existência de vida em Marte está cada vez mais próxima de ser provada. Cientistas da Universidade de Brown descobriram vestígios de carbonetos que permitem concluir que o Planeta Vermelho acolheu diversos ambientes aquosos e que, apesar do banho ácido, alguns ambientes ficaram ilesos, permitindo a formação de vida.

Assim, Bethany Ehlmann, cientista da Universidade de Brown e autora do artigo publicado hoje na revista Science, não tem dúvidas ao afirmar que "a vida primitiva teria gostado deste ambiente", tal como adianta o site EurekAlert. Para chegar a esta conclusão foram usadas as imagens da sonda Phoenix, que mostram que o planeta ainda tem vastos depósitos de água gelada nos pólos e nas latitudes médias.

Os carbonetos encontrados indicam que Marte teve águas neutras que passaram a alcalinas, quando os minerais se formaram há mais de 3,6 milhões de anos. Os carbonetos agora descobertos dissolvem-se rapidamente nos ácidos, por isso é que os cientistas acreditam que alguns ambientes se mantiveram imunes ao ácido. O mineral foi descoberto num sistema conhecido por Fossas Nili, de 667 quilómetros. Mas as rochas de carbonetos foram vistas em diversos locais.

Esta descoberta não responde a todas as perguntas. Pelo contrário, cria novas dúvidas. "Sabemos que houve água por todo o lado, mas com que frequência existiram condições para abrigar vida?" A questão foi levantada pelo co--autor do artigo da Universidade de Brown, o professor de Ciências Geológicas John Mustard. Mas "podemos dizer com grande confiança que quando a água esteve nos ambientes que estamos a estudar, teria havido um ambiente ideal para a formação de vida", acrescentou o geólogo.

Provar a existência de vida em Marte não é consensual, tal como explicar a origem das rochas de carbonetos agora descobertas e da água que as moldou. Por isso, cientistas da NASA, da Universidade de Brown ou da Universidade de Nevada, por exemplo, apresentam diferentes teorias.

As marcas de erosão nas rochas podem ter sido formadas por águas quentes subterrâneas, que vieram à superfície através de fendas nas rochas. Outra teoria aponta para a formação das rochas à superfície, sendo alteradas pela água corrente. Por fim, alguns peritos acreditam que as rochas se formam em pequenos lagos superficiais. Numa coisa estão de acordo: qualquer um destes ambientes criou as condições ideais para que formas de vida primitiva pudessem emergir.

Agora, falta saber o que aconteceu em Marte desde a existência de água na sua superfície até aos dias de hoje. Para já, existe a convicção que ocorreu uma grande seca.
ANA BELA FERREIRA

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Notícia - Aurora misteriosa em pólo de Saturno


Ao estudar o pólo norte de Saturno, a sonda ‘Cassini’ fez uma descoberta surpreendente, usando imagens no infravermelho: Saturno tem uma aurora própria, diferente de tudo o que se conhece dos outros planetas do Sistema Solar.




As auroras são causadas por partículas carregadas electricamente que entram no campo magnético dos planetas. As partículas fluem pelas linhas de campo magnético e dão um espectáculo multicolorido para quem estiver em latitudes altas o suficiente. Auroras desse tipo não são raras e são observadas na Terra, em Júpiter e em Saturno, mas agora essa descoberta cria uma nova categoria de auroras.

As teorias actuais dizem que esta região de Saturno não deveria formar auroras, mas ao observar o seu pólo norte, justamente sobre o famoso e misterioso hexágono formado pelas nuvens da atmosfera, a ‘Cassini’ descobriu uma formação circular que praticamente acompanha as nuvens.

Esse comportamento leva a uma hipótese: além de causada pelo campo magnético de Saturno, esta nova aurora deve interagir também (de uma maneira ainda desconhecida) com a atmosfera local.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Notícia - Japão lançou satélite que vai monitorizar gases com efeito de estufa

A fotografia dos gases com efeito de estufa concentrados na atmosfera do planeta poderá ser tirada em cem minutos, o tempo que leva o satélite lançado hoje pelo Japão, do Centro Espacial Tanegashima, em Kagoshima, a orbitar a Terra. O Ibuki (GOSAT: Greenhouse Gases Observing Satellite) vai monitorizar a concentração, distribuição e ciclos de absorção dos gases com efeito de estufa a partir do espaço, anunciou hoje a agência espacial japonesa (Jaxa). Dito de outra forma: Ibuti vai ver a respiração do planeta.

Quando perguntaram a Takashi Hamazaki, cientista coordenador do projecto, o que esperava do satélite, o cientista respondeu: "Eu gostava de ver a Terra respirar. Gostava de ter um modelo visual da Terra e da inalação e emissão de dióxido de carbono e metano dos seus vários ecossistemas".

Talvez por isso, o satélite lançado hoje pelo foguetão H-IIA F15, foi chamado Ibuki ("respirar", em japonês). O nome foi escolhido pelos cidadãos, chamados a participar num concurso aberto entre Julho e Setembro de 2008 para se tornarem "padrinhos" do projecto, iniciativa da Jaxa, do Instituto japonês de Estudos Ambientais e do Ministério do Ambiente.

A Jaxa acredita que o projecto que tem em mãos, com capacidade para medir os níveis de absorção e emissão de gases por continente ou país com dimensão significativa, é pioneiro. "Não temos um método comum para medir, com precisão, os gases com efeito de estufa" do planeta, comenta a agência em comunicado. "O Ibuki é o primeiro satélite do mundo que pode criar esses critérios comuns", passíveis de serem partilhados por todos os que lutam contra as alterações climáticas.

Equipado com dois sensores, o Ibuki vai seguir os raios infravermelhos da Terra, o que vai ajudar a calcular as densidades do dióxido de carbono e metano porque estes dois gases absorvem os raios em determinados comprimentos de onda.

A partir da sua órbita em redor da Terra, o Ibuki vai medir as densidades de dióxido de carbono e metano em quase toda a superfície do planeta. Será possível recolher dados de 56 mil locais à superfície da Terra, incluindo a atmosfera sobre o mar aberto. A actualização será feita de três em três dias. Até ao final de Outubro existiam apenas 282 locais de observação terrestre, a maioria nos Estados Unidos, Europa e outras regiões industrializadas, explicou a Jaxa.

Mas a fotografia da "respiração da Terra" não ficará pronta tão cedo. Segundo Takashi Hamazaki, durante os primeiros três meses, "todas as funções do satélite serão testadas. Nos três meses seguintes, a informação será recolhida e calibrada com os dados observados na Terra. Só depois de termos verificado o seu rigor é que o GOSAT começará, finalmente, a cumprir a sua missão".

As autoridades esperam que a informação a recolher reforce a investigação sobre os gases com efeito de estufa, incluindo os relatórios elaborados pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), das Nações Unidas.

O satélite “vai contribuir para aumentar as certezas do IPCC de que os gases com efeito de estufa estão a aumentar”, comentou Yasushi Tadami, vice-director da investigação e informação do Ministério do Ambiente, citado pela Reuters. Além disso, as novas informações vão “fazer avançar a investigação sobre o mecanismo dos ciclos de carbono”.

A agência espacial norte-americana (NASA) está a preparar o lançamento, este ano, do Orbiting Carbon Observatory para medir o dióxido de carbono na atmosfera terrestre.

Ambos os satélites surgem quando cerca de 190 países estão a negociar o sucessor do Protocolo de Quioto, que termina em 2012, para combater as alterações climáticas.

Mas a informação sobre as densidades dos gases com efeito de estufa podem não estar prontas para a conferência de Copenhaga (30 de Novembro a 11 de Dezembro), de onde deverá sair o substituto de Quioto. Apesar disso, Tadami salienta que os dados serão preciosos para delinear políticas climáticas futuras. “O satélite vai estar em órbita cinco anos e esperamos que, durante esse tempo, os dados conduzam a políticas climáticas mais detalhadas”, comentou Tadami.

Na semana passada, Yvo de Boer, director da Convenção Quadro da ONU para as Alterações Climáticas, comentou que “sermos capazes de medir o que está a acontecer é incrivelmente importante para desenvolver uma robusta resposta internacional às alterações climáticas”.

Helena Geraldes

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Notícia - Via Láctea em rota de colisão

A Via Láctea é maior, mais rápida, mais pesada e corre maior risco de colisão com galáxias vizinhas do que se imaginava. Segundo um novo estudo, feito por um grupo internacional de cientistas, a velocidade de rotação da galáxia é aproximadamente 165 mil quilómetros por hora superior à estimada em medições anteriores.


A diferença de velocidade é suficiente para fazer com que a massa da Via Láctea seja 50% maior, aproximando-a ainda mais da vizinha galáxia de Andrómeda, que se encontra a uma distância de 2,5 milhões de anos-luz, segundo a pesquisa apresentada no último encontro da Sociedade Astronómica dos Estados Unidos, em Long Beach, na Califórnia, que se realizou recentemente.

O Sistema Solar está a cerca de 28 mil anos-luz do centro da Via Láctea. Segundo as novas observações, o sistema desloca-se a cerca de 990 mil km/h na órbita galáctica, mais do que a velocidade estimada até então, de 825 mil km/h. Os cientistas estão a utilizar o VLBA, Very Long Baseline Array, sistema de dez radiotelescópios espalhados pela América do Norte que, juntos, permitem um grau de resolução sem precedentes na Astronomia, capaz de produzir imagens extremamente detalhadas, para refazer o mapa da Via Láctea.

Os resultados indicam que a Via Láctea é cerca de 15% mais larga e terá mais 50% de massa do que se pensava, o que a equipara a Andrómeda, considerada até hoje a maior galáxia do nosso grupo local de galáxias. A massa maior aumenta a força da gravidade da Via Láctea, sugerindo que colisões com a Andrómeda e outras galáxias vizinhas possam acontecer muito antes do que se calculava, ainda assim, dentro de milhares de milhões de anos.

O facto de as observações científicas terem sido feitas do interior da galáxia dificulta as medições e o estudo da sua estrutura, algo mais simples para as restantes, das quais se pode obter uma imagem geral.

Até agora, o valor das magnitudes da Via Láctea era calculado por medições indirectas. No entanto, os radiotelescópios VLBA registam imagens de alta qualidade e medidas directas de distâncias e movimentos que não dependem de outras propriedades, como o brilho.

A Via Láctea, a Andrómeda e cerca de 40 outras galáxias mais pequenas constituem a nossa vizinhança galáctica, com o nome de Grupo Local, com dez milhões de anos-luz de diâmetro.


Por este Grupo Local de galáxias estar unido pela gravidade, há quebra de uma regra geral: as galáxias por todo esse Universo estão a afastar-se umas das outras.


Recentemente, foram descobertas novas evidências de que Andrómeda não é tão grande por acaso. O seu tamanho teria sido conquistado à custa da massa de galáxias vizinhas.


Uma colisão fundirá ambas numa imensa galáxia elíptica. De qualquer forma, isso levará não menos do que três mil milhões de anos – podendo coincidir com a morte do Sol.


Através de simulações de computador, os cientistas descobriram que há uma possibilidade entre 37 de acabarmos por viver na outra galáxia – a majestosa Andrómeda.


Finalmente, quando as estrelas acharem o seu lugar na nova casa, após um processo dinâmico, qualquer alusão do que foram a Via Láctea ou a Andrómeda terá desaparecido.


A Via Láctea e Andrómeda (em cima) aproximam-se a cerca de 480 000 km/h, mas ainda não se sabe com certeza se haverá uma colisão frontal ou apenas uma interacção (ao lado). Uma colisão fundirá ambas numa imensa galáxia elíptica.


Mário Gil

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Notícia - Colisão no espaço: satélite norte-americano e satélite russo em primeiro acidente do género

Um satélite de comunicações norte-americano e um satélite “morto” russo colidiram no espaço – o primeiro acidente do género –, a quase 800 quilómetros de distância da Terra, algures sobre a Sibéria, revelou hoje a NASA. O acidente, que ocorreu na terça-feira, não inspira receios de ameaça à Estação Espacial Internacional (ISS).

Os dois engenhos, o norte-americano propriedade da empresa privada Iridium Satellite LLC e o russo, também de comunicações, já fora de operacionalidade há mais de dez anos, embateram a uma velocidade de 670 quilómetros por minuto. O Pentágono e a NASA crêem que serão necessárias “várias semanas” para determinar a total magnitude da colisão e dos seus efeitos.

“Cremos que esta foi a primeira vez que dois satélites colidiram em órbita”, sublinhou em conferência de imprensa o coronel Les Kodlick, porta-voz do Comando Estratégico dos Estados Unidos. A mesma fonte notou que a nuvem de detritos resultante do choque pode criar problemas potenciais para as operações no espaço, mas que não ameaça a integridade da ISS.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Notícia - Descoberto o mais pequeno exoplaneta de que há registo

Cientistas da Agência Espacial Francesa descobriram o mais pequeno exoplaneta (planeta fora do sistema solar) de que até agora existe registo. O exoplaneta mede menos do dobro da terra e está na órbita de uma estrela semelhante ao sol.

De acordo com os cientistas franceses, o corpo celeste que agora foi descoberto pode ser rochoso como a terra, porém as suas temperaturas são tão altas que possivelmente está coberto por lava ou por vapor de água.

“Esta descoberta é um passo muito importante no caminho de perceber a formação e evolução do nosso planeta”, referiu Malcolm Fridlund, da Agência Espacial Europeia, que também participa na missão.

“Pela primeira vez, detectámos inequivocamente um planeta que é ‘rochoso’, no mesmo sentido, que a Terra”, assegurou Fridlund.

Cerca de 330 exoplanetas foram já encontrados na órbita de outras estrelas, que não o Sol, muitos dos quais são gigantes de gás com características idênticas a Júpiter ou Neptuno.

A nova descoberta, chamada de COROT-Exo-7b, é diferente. Orbita muito próximo da sua estrela em cada 20 horas, com temperaturas máximas que vão dos 1000 aos 1500 graus Célsius.

Os astrónomos, usando um telescópio orbital, acharam o planeta, quando este passou em frente ao seu sol, diminuindo a luz.

A maior parte dos exoplanetas tem sido descoberta com o recurso a medidas indirectas, na sua maioria olhando aos efeitos que têm nos campos gravitacionais dos seus sóis.


Reuters