sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Notícia - Satélites na coordenação da ajuda a desastres naturais

Muitas regiões do planeta sofreram recentemente catástrofes naturais. Em cada um dos casos as agências internacionais usaram dados de satélites para coordenar os esforços de busca e salvamento. Este video explica como a International Charter on Space and Major Disasters, da ESA, criada no ano 2000, ajudou no tremor de terra no Haiti de Janeiro de 2010.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Notícia - Lua atrapalha observação da melhor chuva de estrelas do ano

A chuva de estrelas originada pelas Perseidas vai alcançar nesta madrugada de sábado a intensidade máxima. O único problema é a Lua, que por estar quase cheia, vai dificultar a observação dos meteoritos que atravessam a atmosfera da Terra.

Todos os anos o fenómeno das Perseidas acontece durante Agosto, quando a Terra atravessa uma região do espaço cheia de material deixado pelo cometa Swift-Tuttle, que faz uma órbita a cada 133 anos.

No céu, estes meteoritos pareciam cair inicialmente da constelação Perseus, que deu o nome a esta chuva de estrelas, actualmente o ponto de origem fica mais perto da Cassiopeia.

Há mais chuvas de estrelas em outros períodos do ano, mas a das Perseidas atinge uma frequência maior do que qualquer outra chuva, com uma média de 90 meteoritos a cair por hora, de acordo com o site Space.com.

Os conselhos para ir ver a chuva de estrelas são os mesmos de sempre: roupa para a noite, um encosto confortável, um local longe da poluição visual das cidades e paciência. Impossível vai ser fugir à luz da Lua que vai estar praticamente cheia e, por isso, vai dificultar a observação dos meteoritos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Notícia - Planeta Vénus

Vénus é o segundo planeta mais próximo do Sol e o planeta mais próximo da Terra. Venha desvendar os seus enigmas...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Notícia - Existe um exoplaneta gigante mais negro do que carvão

O TrES-2b é o planeta mais negro alguma vez encontrado. O astro do tamanho de Júpiter foi descoberto em 2006 e fica a 750 anos-luz da Terra. Agora, com a ajuda do telescópio espacial Kepler, os cientistas determinaram que o gigante reflecte menos de um por cento da luz que recebe.

“É ridículo o quão escuro este planeta é, quão alienígena é comparado com tudo o que temos no nosso Sistema Solar”, disse ao Space.com David Kipping, astrónomo do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. “É mais escuro do que o pedaço mais preto de carvão, do que tinta escura acrílica. É bizarro como este planeta se tornou capaz de absorver toda a luz que o atinge”, disse o cientista, um dos autores do artigo sobre esta descoberta, a publicar na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O astro está apenas a cinco milhões de quilómetros de distância da estrela e ao contrário da Terra não tem movimento de rotação, por isso tem sempre a mesma face virada para a estrela. A temperatura da superfície atinge perto de 1000 graus.

Os cientistas sugerem que a atmosfera do TrES-2b poderá conter químicos que absorvam a luz como sódio e potássio vaporizado, ou óxido de titânio em estado gasoso. Mas nenhuma destas moléculas explica totalmente a cor do planeta. “É provável que haja outro químico exótico que nós ainda não nos tenhamos lembrado”, disse Kipping.

A temperatura da superfície do planeta faz com que este não seja completamente negro. “Está tão quente que emite um brilho vermelho muito fraco como uma brasa”, explicou em comunicado David Spiegel, co-autor do estudo e investigador da Universidade de Princeton.

Mas como é que o telescópio Kepler conseguiu medir a luz emitida pelo TrES-2b? Através das órbitas à volta da estrela. O Kepler mediu a luz vinda do lado escuro do planeta e depois a luz que era reflectida do lado que está sempre virado para a estrela. A diferença entre estes dois valores dá a quantidade de luz que o planeta reflecte, a que se chama de albedo.

“Detectámos a variação mais pequena de sempre no brilho vindo de um exo-planeta: só seis partes por milhão”, disse Kipping em comunicado. “Ou seja, o Kepler foi capaz de detectar luz visível vinda do próprio planeta.”

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Notícia - Possibilidade de vida em oito novos planetas

Há oito novos planetas com possibilidade de ter vida. Segundo o Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (centro de astrofísica, em português), os exoplanetas encontrados têm condições suficientes para terem actividade biológica, vida.

Os exoplanetas, esxo porque orbitam em torno de outra estrela que não o sol, encontram-se a uma boa distância da sua estrela fonte de calor e luz. Isto faz com que possam ter água em vez de gelo, se estivessem mais longe, ou vapor, caso estivessem mais perto. Para além disso, têm «mais ou menos o tamanho certo» e luz suficiente. 

«Grande parte destes planetas têm boas probabilidades de serem rochosos, como a Terra», afirmou Guillermo Torres do centro de astrofísica, numa nota. Com solo palpável, ao invés de gases, e água, a possibilidade de existência de vida é animadora. 

David Kipping, também do centro de astrofísica, é cauteloso, no entanto. «Não sabemos com certeza se estes planetas na nossa amostra são verdadeiramente habitáveis», afirmou Kipping, «apenas que são possíveis candidatos». 

Até agora as principais esperanças estavam depositadas nos exoplanetas Kepler-442b e Kepler-438b, os mais parecidos com o planeta Terra. Por outro lado, ainda é preciso mais desenvolvimento tecnológico para os ver e ainda por cima visitá-los, alerta Christine Pulliam, do centro de astrofísica. 

O Kepler-438b, que tem um diâmetro 12% maior do que a Terra e 70% de superfície rochosa, está a 470 anos-luz. O Kepler-442b, que é um terço maior do que o planeta azul e 60% rochoso, está a 1100 anos luz. Os cientistas acredita, que as hipóteses do último ser uma zona habitável são de 97%. 

Os nomes dos exoplanetas devem-se ao telescópio Kepler. Lançado em 2009, o Kepler, tecnologia de ponta, localizou 160 000 estrelas, o que conduziu aos oito planetas. 

É graças aos últimos avanços que a NASA (sigla em inglês, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) afirma estar «muito próxima em termos tecnológicos e científicos de realmente encontrar outra Terra».

sábado, 21 de janeiro de 2017

Notícia - Sonda da NASA prestes a chegar a Plutão

Uma sonda da NASA está a aproximar-se de Plutão. A «New Horizons» está perto do destino, depois de uma viagem de cinco mil milhões de quilómetros, que demorou quase nove anos. 

Descoberto em 1930, Plutão foi considerado o nono planeta do sistema solar com uma distância de, aproximadamente, 5,91 mil milhões de quilómetros em relação ao Sol. Em 2006, foi reclassificado assumindo o estatuto de «planeta anão» no cinturão de Kuiper – um grupo de objetos para além da região de planetas. 

A sonda, lançada a 19 de Janeiro de 2006, passou 1873 dias – cerca de dois terços do seu tempo de voo – «hibernada». Os 18 períodos de hibernação permitem evitar a possibilidade de falhas no sistema e o desgaste de sistemas elétricos. 

A 15 de janeiro a «New Horizons» iniciará as observações. O momento de maior proximidade com Plutão irá ocorrer a 14 de julho e permitirá que a sonda envie imagens com uma qualidade superior à do telescópio espacial Hube. 

Um dos cientistas do projeto, Hal Weaver, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkin, dos Estados Unidos, afirmou que agora sabe-se que Plutão é «realmente uma porta de entrada para uma região inteira de novos mundos no Cinturão de Kuiper e a "News Horizons" permitirá o primeiro olhar sobre eles».